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Economia

Dívida bruta do Brasil atinge 81,9% do PIB em 2026, aponta Banco Central

Dados do Banco Central mostram que o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões em 2026.

Por Redação Diário Local

O setor público consolidado do Brasil registrou um déficit primário de R$ 55,3 bilhões em 2026. O dado, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31), indica que o saldo entre as receitas e as despesas do governo, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública, foi negativo no período.

Com o resultado fiscal, a dívida bruta do país atingiu o patamar de 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O levantamento faz parte do Boletim de Estatísticas Fiscais, que detalha a situação das contas públicas brasileiras.

Os dados do BC também mostram o desempenho das empresas estatais no meio do ano. Em junho de 2026, o conjunto dessas empresas registrou um déficit de R$ 1,5 bilhão.

O déficit primário é um indicador que mede se o governo consegue cobrir suas despesas correntes apenas com o que arrecada, antes de detalhar os custos com o serviço da dívida. O valor de R$ 55,3 bilhões reflete o acumulado do setor público no ano de 2026.

A evolução da dívida pública federal tem sido acompanhada de perto pelo mercado. Em maio de 2026, o montante da dívida já estava na casa dos R$ 9 trilhões, crescendo nos meses subsequentes conforme os dados oficiais.

O Boletim de Estatísticas Fiscais é o documento oficial que consolida o cenário das contas do governo desde a perspectiva da autoridade monetária. Ele permite o monitoramento da trajetória do endividamento nacional e do equilíbrio das contas.

O cenário de déficit nas estatais em junho (30) reforça a complexidade do ajuste das contas públicas. O resultado negativo das empresas públicas compõe o cálculo do resultado fiscal consolidado reportado pelo Banco Central.

O monitoramento da relação dívida/PIB é fundamental para avaliar a sustentabilidade das contas públicas e a confiança dos investidores no país. O índice de 81,9% estabelece o novo patamar de endividamento bruto registrado até o momento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.