Copom reduz Selic para 13,75% ao ano em decisão unânime
Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual pela quinta vez consecutiva.
Por Redação Diário Local
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu, nesta quarta-feira (16), a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Com a decisão unânime, o juro básico da economia brasileira cai de 14% para 13,75% ao ano.
A medida foi tomada conforme o esperado pelo mercado financeiro. A redução estava alinhada às projeções de 75 das 78 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast para o período.
Este movimento marca a quinta queda consecutiva da taxa básica de juros. Desde março, quando o Banco Central iniciou o ciclo de calibração da política monetária, a Selic acumulou uma redução total de 1,25 ponto percentual.
O ciclo de cortes ocorre em um cenário de incertezas globais. O colegiado monitora os impactos da guerra do Irã sobre a cadeia de suprimentos mundial, o preço das commodities e a trajetória da inflação.
Por que a taxa Selic foi reduzida?
Segundo o comunicado oficial do Banco Central, a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o alvo ao longo do horizonte relevante. O objetivo central é assegurar a estabilidade de preços no país.
O Copom destacou que a redução também busca suavizar as flutuações do nível de atividade econômica. Além disso, o colegiado afirmou que a medida visa fomentar o pleno emprego na economia nacional.
O comitê observou que os indicadores de atividade econômica seguem consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado do ano. Antes do início dos cortes, a Selic havia sido mantida em 15% por dez meses seguidos, entre junho de 2025 e março de 2026.
Quais são os riscos monitorados pelo Banco Central?
O colegiado reforçou a necessidade de cautela diante do cenário de incertezas. O Banco Central afirmou que acompanha como a política fiscal doméstica influencia a política monetária e os ativos financeiros.
O monitoramento também recai sobre a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos. De acordo com o Copom, esse fator contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação.
