Dólar fecha estável a R$ 5,151 e Ibovespa recua 0,51% nesta quarta-feira (16)
Moeda registra leve recuo de 0,06%, enquanto o principal índice da B3 fechou aos 185.547,66 pontos após decisão do Fed.
Por Redação Diário Local
O dólar fechou o pregão desta quarta-feira (16) cotado a R$ 5,151, com uma leve queda de 0,06%. No mesmo período, o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia com recuo de 0,51%, aos 185.547,66 pontos.
Durante as negociações, a moeda norte-americana registrou a máxima de R$ 5,166 e a mínima de R$ 5,137. O Ibovespa atingiu o pico de 186.738,25 pontos e o nível mais baixo de 184.753,98 pontos.
O volume financeiro movimentado no dia foi de R$ 19,08 bilhões. O desempenho dos ativos foi influenciado, principalmente, por decisões de política monetária nos Estados Unidos.
O Federal Reserve (Fed), autoridade monetária norte-americana, anunciou a elevação da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com o ajuste, a taxa passa a oscilar na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano.
Esta é a primeira alta nos juros americanos desde julho de 2023. A decisão aumentou o tom de cautela entre os investidores nos mercados acionários globais.
No cenário externo, a queda de 2,69% no petróleo Brent ajudou a aliviar parte das preocupações com a inflação. O barril passou a ser cotado em US$ 105,83.
O recuo do petróleo ocorre após o produto permanecer sob pressão nas últimas semanas em razão da guerra no Oriente Médio. O movimento de queda no barril contribuiu para o equilíbrio do mercado internacional.
Por que o mercado reagiu nesta quarta-feira?
A reação dos investidores foi impulsionada pela política monetária do Fed e pela volatilidade do petróleo. A elevação dos juros nos Estados Unidos gera um cenário de maior risco para os ativos de risco.
No Brasil, o foco permanece voltado para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para ocorrer após o fechamento do mercado. A expectativa predominante é de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.
Com o corte, a taxa básica de juros brasileira deve cair de 14% para 13,75% ao ano. Além do novo patamar, os agentes financeiros aguardam sinais sobre o ritmo dos próximos cortes do ciclo.
