Durigan avalia rever emendas e supersalários para abrir espaço no Orçamento
Ministro da Fazenda cita revisão de aposentadorias especiais e emendas parlamentares para financiar promessas de campanha.
Por Redação Diário Local
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (26) que o governo federal poderá rever emendas parlamentares, supersalários e aposentadorias especiais para abrir espaço no Orçamento. A declaração foi feita um dia após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Durigan, a revisão de despesas pode ajudar a conciliar o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e as promessas de campanha. O foco seria garantir recursos para áreas como saúde, educação e programas sociais, sem comprometer a responsabilidade fiscal.
O chefe da equipe econômica explicou que o Ministério da Fazenda pretende discutir a distribuição de recursos públicos para acomodar as novas prioridades do governo. O objetivo é permitir novos investimentos e benefícios sociais sem que haja descontrole nas contas do país.
Quais gastos podem ser revistos?
Entre os pontos mencionados para revisão estão as emendas parlamentares, que são valores do Orçamento federal direcionados por congressistas. Outro item citado foram os supersalários, que são remunerações no serviço público que ultrapassam o teto constitucional.
Dario Durigan também citou as aposentadorias especiais como uma despesa que pode ser discutida. No entanto, o ministro não detalhou quais modalidades seriam alvo de análise, nem se as mudanças pretendidas afetariam apenas os futuros beneficiários.
Até o momento, as medidas permanecem no campo das discussões. O ministro da Fazenda não apresentou estimativas de economia nem informou quando as propostas serão detalhadas ou enviadas para aprovação do Congresso Nacional.
Estratégia para o próximo mandato
A revisão de gastos faz parte de uma estratégia para abrir espaço fiscal para o próximo mandato de Lula, que começa em 1º de janeiro de 2027. O governo pretende buscar o centro da meta fiscal, em vez de trabalhar apenas no limite mínimo permitido pelas regras atuais.
Para viabilizar esse planejamento, Durigan afirmou que o governo poderá propor mudanças na legislação ou até na Constituição ainda em 2026. O desafio central da equipe econômica será equilibrar o aumento de despesas prometidas na campanha com a necessidade de melhorar o resultado primário e conter a dívida pública.
