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Economia

Circuit breaker é acionado na Bolsa após vitória de Lula no segundo turno das eleições

Mecanismo de segurança foi acionado nesta segunda-feira (26) após o Ibovespa registrar queda superior a 10% com o resultado eleitoral.

Por Redação Diário Local

O mecanismo de segurança conhecido como circuit breaker foi acionado nesta segunda-feira (26) na Bolsa brasileira. A interrupção ocorreu após o Ibovespa registrar uma queda superior a 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, motivada pela reação dos investidores ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais, ocorrido no domingo (25).

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva provocou uma forte reação negativa no mercado, com perdas expressivas em ativos brasileiros, além de disparada do dólar e alta dos juros futuros. Por volta das 10h46, após a retomada das negociações, o índice chegou a registrar queda de 16,98%, atingindo 170.461 pontos.

O que é o circuit breaker?

Criado em 1997, o circuit breaker funciona como um sistema de segurança para conter movimentos de queda brusca no mercado financeiro. Durante o período de interrupção, ficam suspensas as negociações de diversos ativos, o que inclui ações, derivativos e títulos de renda fixa privada.

O mecanismo não é aplicado nos últimos 30 minutos de negociação do pregão. Caso a interrupção aconteça na última hora de funcionamento da Bolsa, o encerramento pode ser prorrogado em até 30 minutos para permitir que as operações sejam retomadas.

Como funcionam as regras de suspensão?

De acordo com as normas da B3, a primeira suspensão é disparada quando o Ibovespa registra uma queda de 10% em comparação ao fechamento do dia anterior, com duração de 30 minutos. Se, após a reabertura, a desvalorização atingir 15%, as negociações são interrompidas novamente, mas por um período de uma hora.

Caso o índice alcance uma queda de 20%, a Bolsa poderá estabelecer uma nova suspensão com prazo a ser definido. Esta é a primeira vez que o sistema é acionado desde março de 2020, quando a pandemia de coronavírus provocou turbulência no mercado.

Histórico de acionamentos no Brasil

Desde a sua implementação, o circuit breaker foi utilizado em diversos momentos de crise. Em 1997, devido à Crise Asiática, o mecanismo foi acionado três vezes. Em 1998, durante a crise na Rússia, a Bolsa brasileira teve cinco interrupções em um único ano.

Em 1999, o sistema foi usado duas vezes durante o processo de desvalorização do real. Já em 2008, em meio à crise financeira global, o mecanismo foi acionado seis vezes. Outros episódios notáveis incluem o chamado "Joesley Day", em 2017, e os episódios de março de 2020, quando foram registradas seis interrupções em cinco pregões.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.