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Economia

Ações de varejo caem até 50% após reeleição de Lula no primeiro pregão pós-eleições

Magazine Luiza e Assaí registram quedas de quase 50% após o anúncio do TSE sobre o resultado do segundo turno das eleições.

Por Redação Diário Local

As ações de empresas do setor de varejo registraram quedas expressivas nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a confirmação do resultado das eleições presidenciais. O mercado financeiro apresentou forte tendência de baixa para papéis sensíveis à política de juros, logo após o anúncio oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.

O índice Ibovespa iniciou as negociações com uma queda superior a 16%, operando na casa dos 170 mil pontos. Diante da forte volatilidade, a B3 ampliou o limite de queda dos contratos futuros do índice para 20%, medida que entrou em vigor às 9h30 desta segunda-feira (26).

O resultado eleitoral apontado pelo TSE confirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 51,79% dos votos válidos, frente aos 48,21% do senador Flávio Bolsonaro. O processo de votação foi marcado por um adiamento no fechamento das urnas devido a problemas no deslocamento de eleitores, fato que levou o candidato derrotado a questionar o resultado.

A desvalorização das empresas de varejo foi acentuada pela perspectiva de juros mais altos. Por volta das 10h57, o Assaí registrava queda de 48,41%, seguido pelo Magazine Luiza, que despencava 48,38%.

No setor de moda e varejo diversificado, a Lojas Renner recuava 38,07%, enquanto a Azzas 2154 apresentava queda de 37,3%. Os papéis do Mercado Livre, negociados na Bolsa de Nova York, também acompanharam o movimento de baixa, perdendo 12,75% no mesmo horário.

A sensibilidade do setor de varejo reflete a reação dos investidores à curva de juros. No mesmo período de queda das ações, os juros futuros dispararam, superando o patamar de 16% para os vencimentos de mais longo prazo.

Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está fixada em 13,75% ao ano. O mercado monitora o impacto das novas diretrizes econômicas após a definição do comando do país.

A movimentação financeira ocorre em um cenário de incerteza após uma eleição considerada conturbada. Os investidores reajustam suas posições conforme a expectativa de política fiscal e monetária para o novo mandato.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.