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Economia

Eventos esportivos movimentam cadeias produtivas e impulsionam economias locais pelo turismo e patrocínios

Grandes competições estimulam setores como hotelaria, alimentação e comércio, além de atrair novos modelos de patrocínio

Por Redação Diário Local

Grandes competições esportivas funcionam como motores econômicos que movimentam cadeias produtivas inteiras, desde o turismo até o mercado de patrocínios. O setor, que estima representar cerca de 2% do PIB mundial, gera impactos que vão desde o faturamento de pequenos comércios até orçamentos municipais de larga escala.

O efeito multiplicador ocorre em diversas frentes. No Brasil, a Copa do Mundo de 2014 injetou aproximadamente R$ 30 bilhões na economia, conforme dados do Ministério do Turismo divulgados na época. No entanto, o movimento não depende apenas de megaeventos; finais de campeonatos regionais e etapas de circuitos amadores também mobilizam serviços de hospedagem, alimentação e transporte.

Como o turismo esportivo impacta as cidades?

O turismo esportivo é um dos segmentos de maior crescimento no setor de viagens, segundo a Organização Mundial do Turismo. Esse movimento é sustentado tanto pelo deslocamento de torcedores em clássicos e finais, que lotam a rede hoteleira, quanto por eventos âncora, como o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos.

Cidades médias têm utilizado a captação de eventos esportivos como estratégia de desenvolvimento econômico. Para atrair competições, gestores municipais e estaduais oferecem propostas de infraestrutura e logística, tratando o esporte como uma importante feira de negócios para o setor de serviços local.

Um exemplo prático desse impacto é observado em Juiz de Fora, onde equipamentos como o Estádio Mário Helênio e a Arena Juiz de Fora concentram fluxo de pessoas que reverbera diretamente no comércio do entorno em datas de jogos decisivos.

Quais são as novas fontes de receita no esporte?

O modelo de financiamento dos clubes brasileiros passou por transformações recentes. Além dos direitos de transmissão e transferências de jogadores, o patrocínio consolidou-se como pilar central, com destaque para a entrada de empresas de tecnologia e operadoras de apostas esportivas nos uniformes e campanhas.

Esse crescimento está conectado à expansão do entretenimento online e do setor de iGaming, que engloba plataformas de cassino digital e jogos de mesa. Em mercados regulamentados, como o de Portugal, o setor é supervisionado por órgãos oficiais, garantindo segurança nas transações e na rapidez dos pagamentos.

Para os clubes, as parcerias com empresas do setor de apostas representam uma oportunidade de diversificação de receitas, conectando o esporte profissional às novas tecnologias de serviços financeiros e plataformas digitais.

Como funcionam os investimentos no setor?

O investimento no esporte atua em três camadas principais: fiscal, imagem e social. Na esfera fiscal, a Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/2006) permite que empresas e pessoas físicas deduzam do Imposto de Renda valores destinados a projetos aprovados pelo Ministério do Esporte.

Já no campo da imagem, consultorias transformam a exposição de marcas em valor publicitário mensurável. Por fim, o investimento no esporte de base possui um caráter social, com impactos documentados na redução da vulnerabilidade juvenil e na melhoria de indicadores de saúde pública.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.