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Economia

Crescimento de 53% no público com 60 anos ou mais impulsiona nova frente de mercado e carreiras

Número de brasileiros com 60 anos ou mais cresceu 53,3% em 12 anos, exigindo novos olhares em tecnologia, marketing e saúde.

Por Redação Diário Local

O aumento expressivo da população brasileira com 60 anos ou mais tem impulsionado a chamada "economia prateada", um cenário que demanda novos comportamentos e adaptações em diversos setores do mercado de trabalho. Segundo dados do IBGE, o número de brasileiros nessa faixa etária passou de 22 milhões, em 2012, para 34,1 milhões, em 2024, o que representa um crescimento de 53,3% em 12 anos.

A longevidade também avançou, com a expectativa de vida ao nascer atingindo 76,6 anos em 2024. Esse movimento transforma a forma como empresas de tecnologia, turismo, educação, finanças e saúde devem planejar seus produtos e serviços para atender a um público que não é homogêneo e possui diferentes níveis de autonomia e interesse.

O que é a economia prateada?

A economia prateada não se restringe a um setor isolado, como o de cuidados de saúde. Ela funciona como um eixo que atravessa diferentes mercados, oferecendo soluções que considerem as necessidades de uma população que vive mais. Isso inclui desde o varejo e a comunicação até a mobilidade e o entretenimento.

O conceito básico é entender que pessoas com 60 anos ou mais podem estar em fases de vida muito distintas: algumas podem estar empreendendo ou iniciando uma graduação, enquanto outras demandam apoio para atividades cotidianas. Por isso, o mercado busca compreender essa diversidade de estilos de vida e condições financeiras.

Como o mercado de trabalho se adapta?

A chegada dessa nova demanda não costuma criar profissões totalmente novas, mas sim novos contextos para funções já conhecidas. Profissionais de áreas como design, marketing, pesquisa de usuário e atendimento precisam ajustar seu repertório para resolver problemas específicos desse grupo demográfico.

Na área de tecnologia, por exemplo, há uma necessidade crescente de especialistas em acessibilidade digital e interface de usuário (UX/UI). Em 2025, 74,5% das pessoas com 60 anos ou mais utilizaram a internet, de acordo com a PNAD Contínua divulgada pelo IBGE em julho de 2026. Isso mostra que o uso de aplicativos de banco, compras online e redes sociais é uma realidade consolidada para esse público.

No setor de comunicação, o desafio é romper com estereótipos que associam o envelhecimento apenas à aposentadoria ou a cuidados médicos. O marketing e a publicidade passam a buscar formas de falar com indivíduos que viajam, consomem tecnologia e iniciam novos negócios, exigindo estratégias de branding e conteúdo mais precisas.

Quais são as áreas com maior potencial?

Além de tecnologia e comunicação, o planejamento financeiro ganha relevância. Com uma vida mais longa, a necessidade de seguros, previdência e educação financeira torna-se central para lidar com trajetórias de vida mais extensas.

A saúde também se expande para além do tratamento de doenças, focando em prevenção, atividade física e saúde mental. Já os setores de turismo, cultura e educação continuada encontram oportunidades no desejo de pessoas mais velhas de explorar novas experiências, como aprender idiomas ou realizar cursos de formação técnica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.