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Clima

El Niño pode ser o mais intenso em 250 anos, aponta projeção meteorológica

Análise da MetSul Meteorologia indica que anomalia de temperatura pode superar 4°C, o que caracterizaria um episódio extremo.

Por Redação Diário Local

O fenômeno El Niño de 2026-2027 tem potencial para se tornar o mais intenso desde o início dos registros instrumentais, feitos em 1850, e possivelmente o mais forte em pelo menos 250 anos. Projeções meteorológicas indicam um cenário de extremos para o período, com temperaturas podendo superar o patamar de um "Super El Niño".

Segundo análise da MetSul Meteorologia, modelos atualizados em agosto indicam que a anomalia de temperatura na região Niño 3.4 — uma das principais referências para o acompanhamento do fenômeno — pode se aproximar ou superar os 4°C no pico previsto para o fim do ano. O valor é significativamente superior aos 2°C utilizados como referência para classificar um episódio como Super El Niño.

O meteorologista Eric Webb afirmou estar "muito confiante" de que o episódio deste ano será o mais forte da série histórica instrumental. De acordo com o especialista, a intensidade atual pode superar eventos históricos registrados nos períodos de 1877-1878, 1982-1983, 1997-1998 e 2015-2016.

Dados de monitoramento mostram que os sinais de intensidade incomum já aparecem para esta época do ano. Conforme levantamento da MetSul, o índice tradicional de monitoramento alcançou uma anomalia semanal de 2,6°C. O nível de 2°C, por sua vez, foi atingido ainda em julho, de forma mais precoce do que em episódios importantes das últimas décadas.

A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) também aponta uma probabilidade de 95% de ocorrência de um El Niño muito forte. A previsão indica anomalias superiores a 2°C no centro-leste do Pacífico Equatorial. O fenômeno permanece em fase de intensificação, com modelos apontando a possibilidade de novos avanços até o fim de 2026.

Impactos no clima e na economia

A intensidade do fenômeno é monitorada de perto por mercados globais, especialmente os ligados à agricultura e às commodities. Isso ocorre porque episódios extremos de El Niño têm capacidade de alterar significativamente os regimes de chuva e de temperatura em diversas regiões do mundo.

Essas alterações climáticas podem gerar impactos diretos na produção de safras agrícolas. Mudanças no clima costumam afetar a oferta de alimentos e, consequentemente, influenciar os preços praticados no mercado internacional.

O desenvolvimento do fenômeno segue sendo acompanhado por órgãos de meteorologia, visto que o avanço das temperaturas no Pacífico pode consolidar um novo recorde histórico de intensidade para o biênio 2026-2027.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.