Embarques na aviação civil crescem 5% e Sul e Nordeste registram maior alta
Número de passageiros em aeroportos brasileiros subiu para 69,7 milhões entre janeiro e julho de 2026, segundo dados da Anac.
Por Redação Diário Local
O número de embarques de passageiros nos aeroportos brasileiros cresceu 5% entre janeiro e julho de 2026, totalizando 69,7 milhões de embarques. O volume é superior aos 66,6 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
As regiões Sul e Nordeste apresentaram o maior ritmo de crescimento do país, com alta de 8% cada. No Sul, os embarques passaram de 7,7 milhões para 8,3 milhões, enquanto no Nordeste o salto foi de 11,9 milhões para 12,8 milhões.
Os dados consideram tanto passageiros pagos quanto gratuitos, contabilizando cada trecho de viagem de forma separada. A liderança do setor em volume total permanece com a região Sudeste, que responde por 54% da movimentação nacional, somando voos domésticos e internacionais.
Como cresceram os voos internacionais e domésticos?
Os embarques em voos internacionais registraram alta de 8%, atingindo 9,1 milhões de passageiros. O crescimento foi impulsionado pelas regiões Norte e Nordeste, que lideraram o segmento com alta de 27% em suas operações internacionais.
Já o mercado doméstico, de voos realizados dentro do Brasil, cresceu 4%, alcançando a marca de 60,7 milhões de embarques. No Sudeste, que detém 82% do total de voos internacionais do país, foram registrados 7,4 milhões de embarques nesse segmento.
A região Sul ocupa a segunda posição no mercado internacional com 652,3 mil embarques, apresentando um crescimento de 16% em relação ao ano anterior.
Quais os impactos do custo de combustível no setor?
O avanço de passageiros ocorre apesar da alta no preço do querosene de aviação (QAV), principal combustível utilizado pelas companhias. O valor médio do produto subiu devido à valorização do barril de petróleo Brent.
A pressão nos custos levou empresas a ajustarem a oferta de voos. Em maio, houve uma redução de 4,3% na malha projetada, o que representou a retirada de 93 voos diários, afetando cerca de 14 mil assentos por dia, principalmente em rotas menos rentáveis no Norte e Nordeste.
Para auxiliar o fluxo de caixa das empresas, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) anunciou, em 30 de julho, uma linha de crédito de R$ 8 bilhões destinada a capital de giro. O recurso, financiado pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), será acessível por empresas como Azul, Abaeté, Gol e Latam até dezembro de 2026.
