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Economia

Setor imobiliário avança entre as maiores pagadoras de dividendos da Bolsa, aponta levantamento

Levantamento da Comdinheiro/Nelogica mostra quatro empresas do setor imobiliário entre as dez que mais pagaram proventos até julho

Por Redação Diário Local

Empresas ligadas ao mercado imobiliário ocuparam espaço entre as maiores pagadoras de dividendos da Bolsa de Valores, ocupando um campo tradicionalmente dominado por empresas de energia elétrica e seguradoras. De acordo com levantamento da Comdinheiro/Nelogica, quatro das dez ações com o maior dividend yield (DY) do Índice de Dividendos (IDIV) pertencem ao setor imobiliário, considerando os proventos pagos até 31 de julho.

No ranking, a LOG Commercial Properties aparece na segunda posição. A administradora de shoppings Allos ocupa o sexto lugar, enquanto as incorporadoras Lavvi e JHSF aparecem nas nonas e décimas posições, respectivamente.

Gabriel Fenili, especialista sênior da Comdinheiro/Nelogica, afirma que o levantamento destaca empresas de setores tradicionalmente bons pagadores, como utilities e seguradoras, mas ressalta que as incorporadoras também ganham destaque neste ano.

Quem lidera o ranking de dividendos?

A liderança da lista ficou com a PetroReconcavo, que registrou um dividend yield de 12,1% e distribuição de R$ 1,36 por ação. Logo atrás, a LOG apresenta um yield de 11,04%, com R$ 3,22 por papel.

O restante das dez primeiras posições é composto pelas empresas Taesa (7,83%), CPFL Energia (7,68%) e BB Seguridade (7,05%).

É necessário observar que o índice de dividend yield não reflete o montante absoluto pago aos acionistas, mas sim uma relação entre os dividendos e a cotação da ação. Por exemplo, a CPFL Energia foi a que distribuiu o maior valor por ação entre as dez listadas, com R$ 3,86, superando a líder PetroReconcavo, que pagou R$ 1,36.

O que influencia o indicador de dividendos?

Segundo o especialista da Comdinheiro/Nelogica, um dividend yield elevado pode ser reflexo tanto de uma distribuição robusta quanto de uma redução no preço da ação na bolsa. Por esse motivo, o indicador deve ser analisado junto a outros fundamentos da empresa.

O levantamento foi realizado em um período de oscilação no Ibovespa, que acumulou alta de 10,47% entre janeiro e julho, enquanto o IDIV avançou 10,20% no mesmo intervalo.

Para os próximos meses, a distribuição de proventos pode sofrer influência de fatores externos ao balanço das companhias, como questões geopolíticas, o cenário das eleições e a trajetória da taxa de juros.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.