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Empreendedorismo

Cerca de 90 mil pessoas com mais de 60 anos comandam negócios no Espírito Santo

Levantamento do Sebrae indica crescimento do empreendedorismo sênior e aumento na renda média do grupo no estado

Por Redação Diário Local

Cerca de 90 mil pessoas com 60 anos ou mais estão à frente de seus próprios negócios no Espírito Santo, de acordo com levantamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). O estudo Empreendedorismo Sênior, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua), indica que esse segmento tem crescido nos últimos anos.

A pesquisa aponta que o empreendedorismo entre o público sênior foi acompanhado pelo aumento da formalização de empresas e pela permanência de brasileiros no mercado de trabalho por períodos mais longos. No último levantamento, esses empreendedores registraram um rendimento médio de R$ 7.458, o maior valor da série histórica.

Entre 2015 e 2025, a participação de pessoas com mais de 60 anos na liderança de empresas formalizadas apresentou um crescimento de dois pontos percentuais.

Por que o empreendedorismo sênior cresce?

Segundo a gestora do Programa Plural no Sebrae, Juliana Castro, o cenário acompanha mudanças demográficas e de comportamento da população. A longevidade tem permitido que esse público busque qualificação, conexão e novas formas de produção.

O empreendedorismo surge como uma oportunidade para transformar a experiência acumulada ao longo da vida em modelos de negócio. O estudo demonstra que o perfil tem se transformado: em 2012, 78% dos empreendedores seniores eram chefes de domicílio, número que caiu para 67% em 2025.

Em contrapartida, a participação daqueles que vivem na condição de cônjuge no domicílio cresceu, passando de 18% para 27% no mesmo período.

Quais os desafios da formalização?

Apesar da evolução em indicadores de escolaridade e renda, o grupo de 60 anos ou mais ainda enfrenta obstáculos importantes. O levantamento mostra que este foi o grupo etário com o menor avanço em formalização de negócios e em proteção previdenciária na última década.

O ritmo mais lento no acesso aos benefícios da formalização e à cobertura previdenciária é visto como um ponto de atenção, visto que esses fatores são essenciais para garantir a segurança financeira na aposentadoria e a continuidade das atividades empresariais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.