Espírito Santo é o segundo maior produtor de café do Brasil, aponta setor
Estado concentra 69,1% da área de café conilon no país e lidera produção da variedade, segundo dados do setor.
Por Redação Diário Local
O Espírito Santo consolidou sua posição como o segundo maior produtor de café do Brasil, ocupando a segunda maior área cultivada do país com 424,8 mil hectares. O estado também detém o terceiro lugar na produção nacional de café arábica, reforçando sua relevância no setor agrícola.
A força da cafeicultura capixaba é impulsionada, principalmente, pela produção de café conilon. O estado concentra 69,1% de toda a área cultivada dessa variedade no Brasil e responde por 65,4% da produção nacional do tipo.
A distribuição das terras destinadas ao cultivo no estado revela a predominância do conilon, que ocupa 286,7 mil hectares. Já o café arábica é cultivado em uma área de 138,1 mil hectares.
Como o café impacta a economia do estado?
A produção cafeeira gera movimentações que extrapolam o campo e atingem diversos setores da economia. De acordo com o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o café ultrapassa a produção agrícola e movimenta uma cadeia econômica extremamente ampla.
A integração entre diferentes segmentos econômicos é apontada como o ponto principal de sustentação do setor. Marcus Magalhães, presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo e diretor de Relações Institucionais da Fecomércio-ES, afirma que a força da atividade está justamente nessa conexão entre diferentes ramos.
O cenário econômico do agronegócio foi tema de debates durante a Feira de Agronegócios Cooabriel 2026, realizada em São Gabriel da Palha. No evento, analistas e diretores discutiram as perspectivas futuras para o setor no estado.
Os dados técnicos que sustentam o protagonismo capixaba foram levantados por meio de levantamentos do Incaper, IBGE, Conab, Organização Internacional do Café, Comex Stat, Embrapa e Ministério do Trabalho e Emprego.
Com o atual panorama, o Espírito Santo reafirma seu papel estratégico no mercado nacional, equilibrando a produção de variedades distintas para atender tanto o mercado interno quanto o externo.
