Crescimento da geração distribuída exige novas capacidades das distribuidoras de energia
Expansão de fontes renováveis e sistemas de armazenamento exige que empresas coordenem recursos energéticos para manter o equilíbrio do sistema
Por Redação Diário Local
A expansão da geração distribuída e o uso de fontes renováveis estão transformando o funcionamento do sistema elétrico no Brasil. Com a descentralização e a digitalização da rede, o setor enfrenta o desafio de equilibrar a oferta e a demanda de energia com maior segurança e eficiência.
O crescimento de consumidores que também produzem a própria energia exige novas capacidades das distribuidoras. Além de operar a rede elétrica, essas empresas passam a atuar na coordenação de recursos energéticos distribuídos para manter a estabilidade do sistema.
Para lidar com essa complexidade, o setor tem buscado mecanismos de flexibilidade energética. Entre as soluções utilizadas estão o uso de baterias, sistemas de armazenamento e programas de resposta da demanda.
Outras tecnologias importantes para o equilíbrio do sistema incluem tarifas inteligentes, o uso de agregadores e as chamadas usinas virtuais (Virtual Power Plants). Esses dispositivos ajudam a deslocar o consumo de horários de pico, reduzindo congestionamentos na rede.
A implementação dessas ferramentas permite otimizar os ativos do sistema elétrico. A flexibilidade energética deixou de ser vista como uma tendência para se tornar uma necessidade estrutural, visando redes mais inteligentes e resilientes.
Como funciona a flexibilidade energética?
A flexibilidade funciona por meio da gestão dinâmica de recursos para evitar desequilíbrios entre o que é produzido e o que é consumido. O uso de sistemas de armazenamento e tecnologias de rede ajuda a manter a qualidade da energia mesmo com novos padrões de consumo.
A digitalização do mercado é peça-chave nesse processo, permitindo que a rede responda de forma rápida às variações de carga. Isso evita sobrecargas e garante que a energia circule de forma otimizada pelos sistemas distribuídos.
O papel da inovação aberta no setor
Para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias, o Grupo Energisa criou o Energisa Flex Lab. O laboratório de flexibilidade energética foca em inovação aberta, buscando parcerias com startups, universidades e empreendedores.
A iniciativa busca integrar soluções de diferentes países para enfrentar os desafios de distribuição. Em sua primeira chamada de projetos, o laboratório recebeu 296 propostas vindas de 13 nações distintas.
