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Economia

Goldman Sachs reduz recomendação da Vale para neutra e baixa preço-alvo

Banco reduziu o preço-alvo do ADR da mineradora para US$ 16 e vê escassez de gatilhos para valorização no curto prazo.

Por Redação Diário Local

O Goldman Sachs reduziu a recomendação de compra da Vale para neutra e baixou o preço-alvo dos seus ativos (ADR) negociados em Nova York de US$ 18 para US$ 16. A instituição avalia que o potencial de valorização de cerca de 8% é insuficiente para sustentar uma tese mais construtiva no curto prazo.

De acordo com o relatório assinado pelos analistas Marcio Farid, Emerson Vieira e Henrique Marques, parte dos fatores que sustentavam o otimismo — como a melhora operacional e os preços das commodities — já foi capturada pelo mercado, após as ações registrarem alta superior a 70% desde janeiro de 2025.

Por que o banco reduziu a recomendação?

O principal entrave apontado pelo banco é a escassez de gatilhos para o curto prazo. O Goldman Sachs projeta que os preços do minério de ferro estão próximos do topo deste ciclo, situados em torno de US$ 100 por tonelada, devido à expectativa de maior oferta global e demanda limitada.

No segmento de metais básicos, o banco observa que, embora o cenário seja positivo para o cobre no longo prazo, a Vale deve levar anos para entregar um crescimento relevante de produção. A expansão significativa da divisão de metais básicos deve ocorrer apenas na próxima década.

A análise também indica que o valuation (avaliação de preço) perdeu atratividade. O desconto da Vale em relação às mineradoras australianas está próximo da média histórica de cinco anos, e o fluxo de caixa livre projetado para os próximos dois anos é de cerca de 7% ao ano, nível considerado baixo pela instituição.

Projeções financeiras e perspectivas

Apesar do rebaixamento, o relatório revisou para cima as estimativas de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da companhia. A projeção de crescimento do indicador foi elevada em 2% para 2026, 4% para 2027 e 5% para 2028.

Para o segundo trimestre, o banco espera um Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 3,9 bilhões, patamar estável frente ao período anterior. O Goldman Sachs prevê que, embora os embarques possam crescer 16% no trimestre, o efeito será neutralizado por custos mais elevados e preços ligeiramente menores.

Como possíveis gatilhos de longo prazo, o banco cita uma eventual revisão do decreto que regula atividades minerárias em áreas com cavidades naturais no Brasil, o que poderia ampliar a vida útil das reservas e a produtividade do Sistema Norte da Vale.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.