Ibovespa tem 9ª queda seguida e dólar sobe para R$ 5,22 nesta sexta-feira (14)
Principal índice da B3 registra pior sequência de quedas desde 2023, pressionado por incertezas fiscais e eleições.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa, principal índice da B3, registrou queda de 0,13%, aos 166.934,20 pontos, nesta sexta-feira (14). Com o resultado, a Bolsa engata a sua nona queda consecutiva, configurando a maior sequência negativa do índice desde agosto de 2023.
O dólar comercial também encerrou o dia em alta de 0,52%, sendo cotado a R$ 5,219. A moeda atingiu a máxima de R$ 5,249 e a mínima de R$ 5,173 durante a sessão, acumulando cinco dias de valorização e o maior nível desde 1º de julho.
Por que a Bolsa caiu?
O encerramento da semana sob pressão reflete um ambiente de incertezas em torno do cenário fiscal e do processo eleitoral. Além disso, a disparada dos juros futuros e o avanço do dólar contribuíram para o recuo dos ativos.
A saída de capital estrangeiro é apontada como um dos principais fatores para a sequência de perdas. O investidor externo tem retirado recursos da Bolsa brasileira para alocar em mercados mais maduros, especialmente nos Estados Unidos, com foco em tecnologia e inteligência artificial.
A combinação desses fatores fez o Ibovespa devolver boa parte da alta acumulada em 2026. O índice, que chegou a operar próximo dos 200 mil pontos em fevereiro, retornou à faixa dos 160 mil pontos, patamar similar ao registrado no início do ano.
Cenário externo e petróleo
No mercado internacional, as bolsas norte-americanas operaram em queda: o Dow Jones recuou 0,20%, o S&P 500 caiu 0,18% e o Nasdaq teve baixa de 0,28%. O setor de tecnologia e a expectativa de inflação controlada nos EUA seguem sustentando os ativos do país, apesar dos níveis elevados.
O petróleo Brent também registrou alta de 1,65%, fechando aos US$ 88,51, influenciado pelas negociações de conflitos no Oriente Médio. Na semana, o barril avançou 6%.
O que esperar da próxima semana?
O mercado financeiro monitora a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) na segunda-feira (17). O indicador pode atuar como um catalizador para o Ibovespa.
Caso o IBC-Br aponte uma economia brasileira mais resiliente do que o esperado, há a possibilidade de aumentar a percepção de que os juros permanecerão elevados por um período maior, o que pode gerar nova pressão sobre o índice acionário.
