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Economia

Ibovespa caminha para segunda semana de queda enquanto índices americanos renovam recordes

Enquanto o Ibovespa enfrenta pressão vendedora e busca suportes, S&P 500 e Nasdaq seguem em trajetória de alta e tentam romper máximas.

Por Redação Diário Local

O Ibovespa caminha para a segunda semana consecutiva de perdas, enquanto os principais índices das bolsas dos Estados Unidos, S&P 500 e Nasdaq, mantêm trajetória de alta. Enquanto o mercado brasileiro enfrenta deterioração no cenário técnico, os índices americanos buscam novas máximas históricas.

No Brasil, o índice recuou mais de 3% nesta semana e vem de uma queda de 3,08% na semana anterior. O movimento reduz o avanço acumulado no ano, que era superior a 23% no primeiro semestre, mas agora se mantém em aproximadamente 4% em 2026.

O que determina a recuperação do Ibovespa?

Para que o cenário técnico apresente melhora, o Ibovespa precisa superar a região das médias móveis e a faixa dos 180.680 pontos. Uma recuperação acima desse patamar poderia abrir espaço para novas tentativas de atingir a máxima histórica de 199.354 pontos.

Caso a pressão vendedora persista e o índice perca a mínima desta semana, o potencial de queda pode levar o mercado para a região de 154.055 pontos. Abaixo desse nível, o próximo suporte relevante está em 140.230 pontos. Em uma deterioração mais forte, os alvos técnicos passam para as faixas de 131.550 e 118.222 pontos.

O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 42,93 pontos, o que indica uma região neutra. Isso significa que, apesar da queda, o indicador ainda não aponta um esgotamento claro dos vendedores por sobrevenda.

Por que os índices americanos seguem em alta?

Nos Estados Unidos, o S&P 500 caminha para a terceira semana consecutiva de valorização, renovando máximas. O índice atingiu os 7.815 pontos nesta semana, após avançar 3,70% na semana anterior, somando uma alta superior a 13% em 2026.

A estrutura técnica do S&P 500 permanece positiva, mantendo-se acima das médias móveis. A superação consistente da máxima de 7.815 pontos pode impulsionar o índice para novos alvos entre 7.940 e 8.095 pontos, com objetivos mais longos chegando a 8.745 pontos.

O IFR (14) do S&P 500 está em 67,68 pontos, aproximando-se da zona de sobrecompra. Isso sinaliza que, embora a tendência seja de alta, o espaço para realizações de lucro e correções pontuais aumentou.

Como o Nasdaq se comporta?

O Nasdaq também apresenta configuração positiva, com terceira semana consecutiva de alta e valorização acumulada superior a 15% em 2026. O índice busca romper a barreira dos 27.190 pontos, que é sua máxima histórica atual.

Se o Nasdaq superar esse recorde, poderá buscar inicialmente a região entre 27.675 e 28.445 pontos. Em uma extensão mais longa, o movimento pode alcançar a marca de 31.695 pontos.

O IFR (14) do Nasdaq está em 62,10 pontos, permanecendo em região neutra, mas também próximo da zona de sobrecompra, o que mantém aberta a possibilidade de correções no curto prazo sem comprometer a tendência principal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.