Ibovespa encerra semana com queda de 18% e projeta novos suportes entre 164,8 mil e 159 mil pontos
Índice fechou a sexta-feira (30) com cinco dias seguidos de baixa e agora monitora regiões técnicas de suporte após volatilidade pós-eleições.
Por Redação Diário Local
O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (30) com uma queda acumulada de 18,13% na semana, fechando aos 167.906 pontos. O índice registrou cinco pregões consecutivos de baixa, após enfrentar forte volatilidade decorrente do cenário pós-eleitoral.
Com o rompimento de suportes importantes, novas regiões de preço entraram no radar da análise técnica. A primeira área de atenção para o comportamento do índice situa-se entre 164.800 e 159.000 pontos, patamares que podem testar a intensidade da pressão vendedora no curto prazo.
A movimentação de queda se intensificou após o segundo turno das eleições, com destaque para a segunda-feira (26), quando o Ibovespa despencou 13,88% e acionou o circuit breaker.
Quais são os próximos suportes do índice?
De acordo com o analista técnico Aliakyn Pereira, da Clear, o comportamento recente do Ibovespa indica uma possível formação de padrão de alargamento, caracterizado pela ampliação das oscilações entre os topos e os fundos do mercado. Nesse cenário, a faixa entre 164.800 e 159.000 pontos é considerada um suporte muito forte para o curtíssimo prazo.
Caso o índice não apresente sinais de reversão e confirme a perda dessa primeira região, a análise técnica projeta uma correção mais profunda. O próximo nível de referência identificado está nos 145.500 pontos, patamar próximo à média móvel de 200 períodos no gráfico semanal.
Posteriormente, conforme a continuidade do movimento de baixa, surgem outros suportes técnicos nos 131.300 pontos e nos 117.800 pontos, embora esses níveis funcionem como referências sucessivas e não necessariamente como objetivos certos de alcance.
O que pode indicar uma recuperação?
A chegada às regiões de suporte não garante uma reversão automática. Para que o cenário de recuperação ganhe consistência, é necessário observar o enfraquecimento do movimento de venda por meio de padrões gráficos clássicos, como o martelo (caracterizado por uma longa sombra inferior) ou o engolfo de alta.
O analista aponta que uma possível falha de rompimento — quando o mercado rompe um nível técnico mas recupera o preço logo em seguida — poderia favorecer um movimento de alta no curto prazo. O comportamento das próximas sessões será determinante para avaliar se a estrutura técnica continuará favorecendo novas quedas ou se a correção perderá força.
