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Economia

Ibovespa registra queda de 1% com impacto de tarifas dos EUA e alta do petróleo

Principal índice da Bolsa brasileira recua aos 174,9 mil pontos nesta sexta-feira (24), enquanto o dólar apresenta estabilidade.

Por Redação Diário Local

O principal índice da Bolsa brasileira (B3), o Ibovespa, opera com queda de 1,00% nesta sexta-feira (24), aos 174,9 mil pontos. O recuo ocorre em um cenário de pressão externa, influenciado por novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e pela oscilação nos preços do petróleo no mercado internacional.

Em contrapartida, o dólar apresenta estabilidade em relação ao real, registrando uma leve queda de 0,11% e sendo cotado a R$ 5,07. Na quinta-feira (23), a moeda americana havia registrado um avanço de 0,65%.

No cenário global, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes — como o euro, o iene e a libra esterlina —, registra estabilidade. O indicador apresenta uma pequena elevação de 0,05%, operando aos 101,5 pontos.

Por que a Bolsa recuou?

Uma das principais causas de pressão sobre os mercados de câmbio e de ações é o novo pacote de tarifas dos Estados Unidos. O pacote inclui uma sobretaxa de até 12,5% sobre produtos brasileiros, que se soma à tarifa de 25% imposta em 22 de julho (terça-feira).

A medida tarifária é resultado de uma investigação da seção 301 do Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).

O que acontece com o petróleo?

Os preços do petróleo apresentam recuo nesta sexta-feira (24), interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas. O barril do tipo Brent, referência internacional, recua 3,10% e é cotado a US$ 97,56.

O West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, também apresenta queda de 2,57%, operando a US$ 89,82 por barril. A desvalorização da commodity é reflexo de uma nova proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos.

Embora os detalhes sobre o eventual acordo ainda não tenham sido divulgados pelas autoridades americanas, a cotação havia subido na véspera, quando o petróleo fechou acima de US$ 100 por barril. O aumento anterior foi motivado pela tensão entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio, e por ataques de militantes houthis do Iêmen contra petroleiros sauditas no Mar Vermelho.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.