Investimentos em economia real impulsionam infraestrutura e geração de empregos no Brasil
Modalidade de investimento em ativos produtivos como estradas e energia busca suprir necessidade de aportes no país
Por Redação Diário Local
Investimentos em economia real, modalidade que direciona capital para ativos físicos e setores estratégicos, crescem anualmente com o foco em preservação de patrimônio e geração de valor a longo prazo. Diferente dos ativos financeiros tradicionais, como ações e títulos públicos, esses recursos são aplicados em setores que movimentam cadeias produtivas, como infraestrutura, saneamento, energia e logística.
A busca por esse modelo de investimento visa mitigar o déficit de infraestrutura no país. De acordo com estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil investe atualmente cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, enquanto especialistas apontam que seriam necessários aportes de aproximadamente 4% do PIB ao ano para suprir a demanda nacional.
Quanto o Brasil precisa investir em infraestrutura?
Para reduzir os gargalos logísticos e de serviços, o país demanda um fluxo contínuo de capital. Um levantamento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) indica que o Brasil precisa de investimentos na ordem de R$ 300 bilhões por ano até 2030.
Diante da necessidade de recursos, a iniciativa privada tem assumido protagonismo. Atualmente, cerca de 70% dos investimentos em infraestrutura são realizados pelo setor privado, operando principalmente por meio de concessões, parcerias público-privadas e fundos especializados.
Nesse contexto, a economia real abrange ativos que vão desde estradas e aeroportos até centros logísticos, sistemas de saneamento e edifícios corporativos. O objetivo é transformar recursos em ativos produtivos que contribuam para áreas como a transição energética e a mobilidade urbana.
Como funciona o mercado de Real Estate?
O mercado imobiliário corporativo, ou Real Estate, é um componente essencial da economia real. O segmento viabiliza a ocupação de edifícios comerciais, a instalação de centros logísticos e a operação de shopping centers, movimentando uma ampla cadeia de investimentos.
O setor demonstra sinais de recuperação e expansão. No primeiro semestre de 2026, o portfólio de escritórios do Patria Investimentos registrou uma absorção bruta de 28.938 m², um desempenho 31,4% superior à média dos edifícios de Classe A e A+ na cidade de São Paulo.
Rodrigo Abbud, head de Real Estate do Patria Investimentos, afirma que o mercado de fundos imobiliários (FIIs) segue em processo de amadurecimento. Para o executivo, o crescimento da base de investidores e a distribuição consistente de dividendos impulsionam o setor.
Segundo Abbud, mesmo em cenários de juros elevados, os ativos da economia real seguem apresentando oportunidades para a geração de valor no longo prazo. O modelo de gestão foca em estratégias como o desenvolvimento de ativos, reposicionamento de imóveis e reciclagem de portfólio.
Além do mercado imobiliário, o fortalecimento de empresas ocorre por meio do Private Equity. Nessa modalidade, o aporte de capital é acompanhado por suporte estratégico, visando o aprimoramento da governança, ganhos de eficiência operacional e expansão sustentável dos negócios.
