Juros futuros sobem com avanço de Treasuries e cotação do petróleo
Taxas de juros futuros no Brasil fecharam a quarta-feira com alta, acompanhando o cenário externo e as tensões no Oriente Médio.
Por Redação Diário Local
As taxas de juros futuros (DI) fecharam a quarta-feira (22) com alta, acompanhando o avanço dos rendimentos dos títulos americanos (Treasuries) e a valorização das cotações do petróleo no mercado internacional.
O movimento ocorre em função das dificuldades de transporte de petróleo e gás no Oriente Médio, agravadas por conflitos na região. No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,205%, com elevação de 6 pontos-base em relação ao ajuste de 14,143% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 registrou 14,725%, alta de 7 pontos-base ante 14,657%.
Por que o petróleo e os juros subiram?
A tensão no Oriente Médio impulsionou o petróleo Brent, que registrou alta de 3,35%, operando próximo a US$ 94,22 o barril. O cenário é reflexo de dificuldades no tráfego marítimo, com bloqueios no Estreito de Ormuz e ações que prejudicam o trânsito no Mar Vermelho.
Além disso, autoridades iranianas emitiram alertas sobre a segurança das rotas de transporte, como a rota sul do Estreito de Ormuz. A instabilidade reforça as preocupações do mercado sobre os impactos do fornecimento global de energia na inflação e nas taxas de juros, inclusive no Brasil.
Cenário de juros no Brasil
No mercado doméstico, a expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, promova um novo corte de 25 pontos-base na taxa Selic em agosto. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.
Apesar da projeção para agosto, investidores seguem divididos sobre a decisão que será tomada em setembro, oscilando entre a manutenção da taxa ou um novo corte. O Banco Central tem indicado que as movimentações dependerão dos dados da economia.
Impacto comercial com os Estados Unidos
Outro fator relevante é a entrada em vigor, nesta quarta-feira (22), da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida pode influenciar o fluxo de dólares para o país, o câmbio e a inflação.
Sobre o tema, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou que o governo adotará medidas de reciprocidade caso considere adequado.
