Taxas de juros DI sobem com alta do petróleo e avanço dos Treasuries nos EUA
Rendimento dos Treasuries em alta e petróleo Brent acima de US$ 105 pressionam taxas de juros no Brasil nesta quinta-feira (10).
Por Redação Diário Local
As taxas de juros do mercado futuro (DI) voltaram a subir nesta quinta-feira (10). O movimento ocorre em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos e a alta do petróleo Brent, que superou o patamar de US$ 105 o barril.
Às 10h28, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,675%, registrando alta de 5 pontos-base em relação ao ajuste de 13,63% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 subiu 8 pontos-base, alcançando 14,295%.
Por que as taxas subiram?
O movimento é corroborado pelo desempenho do petróleo e dos títulos americanos. O rendimento do Treasury de dez anos — referência global para investimentos — subia 8 pontos-base, operando a 4,922%. Já o petróleo Brent apresentava alta de 4,02%, cotado a US$ 105,28 o barril.
A valorização do petróleo deve-se às preocupações com o fornecimento global, motivadas pelo acirramento do conflito entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias. O cenário tem reavivado temores sobre a inflação em diversos países.
Atividade econômica no Brasil
No plano doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços no país ficou estável em julho em comparação ao mês anterior. Na comparação anual, o setor subiu 0,9% ante julho de 2025.
Os números ficaram abaixo das projeções de mercado para a atividade econômica. O IBGE apontou sinal de desaceleração, enquanto expectativas anteriores previam altas de 0,2% no mês e de 1,1% na base anual.
Expectativas para a Selic
Os dados recentes reforçam a percepção de investidores de que o Banco Central pode cortar a taxa Selic em 25 pontos-base ainda este mês, podendo repetir o movimento em novembro. Na última terça-feira (8), a precificação de opções na B3 indicava 94,9% de chance de corte para o encontro deste mês.
Para a reunião de novembro, o mercado trabalhava com 60% de probabilidade de nova redução de 25 pontos-base, contra 24% de chance de manutenção da taxa atual.
