Lecar adia produção de veículos em Sooretama para o fim de 2027
Fábrica no Espírito Santo tinha inauguração prevista para agosto de 2026; empresa trabalha na finalização de protótipos.
Por Redação Diário Local
A fabricante de veículos Lecar adiou o início da produção de sua unidade em Sooretama, no Espírito Santo, para o fim de 2027. O cronograma anterior previa a inauguração da fábrica e o início das entregas dos modelos 459 e da picape Campo para agosto de 2026.
De acordo com informações da própria empresa, o cronograma passou por atualizações. Atualmente, o trabalho está concentrado na finalização dos protótipos funcionais dos veículos.
O que muda no cronograma da fábrica?
Embora o site oficial da fabricante indique a inauguração da unidade para agosto de 2027, a empresa apresentou uma estimativa mais ampla, prevendo que a produção efetiva deve começar apenas no final de 2027. O projeto foi detalhado em 2024 e conta com um investimento previsto de R$ 870 milhões.
A planta industrial terá uma área construída de aproximadamente 90 mil metros quadrados e capacidade para produzir até 120 mil veículos por ano. O empreendimento também tem como objetivo a geração de empregos na região Norte do Espírito Santo.
Os modelos em desenvolvimento, como o 459 e a picape Campo, utilizam um sistema híbrido. Nesse sistema, o motor flex funciona como um gerador de energia, enquanto a tração é realizada por um propulsor elétrico de 165 cv.
Obstáculos enfrentados pela empresa
O ano de 2026 foi marcado por desafios para a Lecar. Em junho, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) suspendeu a habilitação da fabricante no programa Mover, que oferece incentivos à indústria automotiva. A suspensão ocorreu devido à ausência de um relatório sobre a execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A interrupção do acesso aos benefícios permanece enquanto a pendência não for regularizada. A participação no programa poderia resultar em até R$ 3 bilhões em créditos financeiros para o projeto, conforme anunciado pela companhia em dezembro de 2024.
Além da questão regulatória, a empresa lidou com o cancelamento de vendas. Em julho, o fundador Flávio Figueiredo Assis afirmou que aproximadamente 90% dos clientes que aderiram ao modelo de Compra Programada solicitaram o cancelamento do serviço. Segundo o executivo, todos os pedidos de reembolso feitos até aquele período foram atendidos.
