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Economia

Índices futuros dos EUA operam em baixa com petróleo Brent perto de US$ 100 e tensões comerciais

Alta do barril de petróleo eleva temores de inflação nos EUA, enquanto tarifas canadenses sobre produtos americanos entram em vigor.

Por Redação Diário Local

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa nesta terça-feira (8), pressionados pela alta do petróleo, com o Brent aproximando-se do patamar de US$ 100 por barril. A valorização da commodity eleva os temores de inflação e intensifica as apostas de que os bancos centrais adotem uma política monetária mais restritiva.

Além da questão energética, o cenário de incerteza é alimentado pelo agravamento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e o Canadá. Nesta terça-feira (8), entraram em vigor tarifas retaliatórias canadenses sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos americanos, com alíquotas que variam entre 15% e 50%.

O conflito comercial ganhou novos contornos após declarações do presidente Donald Trump. Em publicação na rede social Truth Social, Trump ameaçou impedir que a fabricante de aeronaves canadense Bombardier venda seus aviões nos Estados Unidos caso a empresa não passe a fabricar as aeronaves em solo americano.

Por que o petróleo impacta os juros?

A subida nos preços do petróleo Brent aumenta o risco inflacionário global, o que pode limitar o espaço de manobra dos bancos centrais para realizar cortes nas taxas de juros. Com a energia mais cara, o controle de preços torna-se mais complexo, exigindo posturas monetárias mais rígidas.

O mercado já reflete esse cenário de cautela em relação às decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, os investidores precificam uma probabilidade de 60% de que o Fed aumente as taxas de juros em 0,25 ponto percentual em sua reunião de política monetária na próxima semana.

Desempenho dos mercados globais

Na Europa, as bolsas operam em queda generalizada nesta terça-feira (8). O índice SMI, principal indicador da Suíça, lidera as perdas com recuo de 1,3%. O setor de saúde também sofre pressão após a farmacêutica Novartis reportar resultados abaixo do esperado em estudo clínico de fase 3 com o medicamento experimental del-desiran.

O setor de petróleo e gás caminha na contramão das bolsas europeias, registrando alta impulsionada pelas preocupações com a oferta global. O movimento ocorre após ataques a instalações de energia na Arábia Saudita, em meio à retomada de hostilidades no Oriente Médio.

Na Ásia-Pacífico, os mercados encerraram o dia em baixa, com o índice Nikkei 225, do Japão, registrando queda de 1,70%. Em contrapartida, o minério de ferro negociado na China fechou em alta pela quarta sessão consecutiva, beneficiado pela expectativa de recuperação sazonal da demanda no país asiático.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.