Lula afirma que Brasil não abandonará negociação com EUA sobre tarifas de importação
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a continuidade das tratativas e anunciou crédito de R$ 18,5 bilhões para empresas afetadas.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (22), que o Brasil não deixará a mesa de negociação com os Estados Unidos sobre o chamado 'tarifaço'. A declaração ocorreu durante a sanção de linhas de crédito para o Plano Brasil Soberano, no Palácio do Planalto.
Segundo o presidente, o governo brasileiro realizou diversas tentativas de diálogo com a gestão de Donald Trump, mas não encontrou reciprocidade. Lula disse que o país seguirá fazendo propostas e desafiando os Estados Unidos a demonstrarem a razão das taxas aplicadas ao Brasil.
Sobre a questão comercial, o presidente afirmou que o Brasil não vai 'chorar o produto' que deixar de vender para os americanos, mas que buscará novos compradores e negociará com outros parceiros internacionais.
O que é o Plano Brasil Soberano?
A 3ª edição do Plano Brasil Soberano destina R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas que sofrem os impactos das tarifas dos Estados Unidos e de conflitos no comércio internacional. O pacote será enviado ao Congresso por meio de medida provisória.
O financiamento é composto por R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional, oriundos de recursos de programas anteriores, e R$ 5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Entenda o motivo das tarifas
A tarifa de 25% passou a valer nesta quarta-feira (22). A medida foi proposta em 1º de junho de 2026, após o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) concluir uma investigação contra o Brasil.
O governo norte-americano utiliza a medida como resposta ao que classifica como práticas comerciais injustas. Entre os temas listados pelo USTR na investigação estão o Pix, o comércio digital, o acesso ao mercado de etanol, a proteção à propriedade intelectual e o combate à corrupção.
O documento do USTR aponta que o Brasil adota políticas que favorecem o Pix e geram desvantagem para empresas norte-americanas de pagamentos eletrônicos. O Palácio do Planalto classificou as taxas como injustas e informou que retirou o tema do Pix das negociações.
