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Economia

Taxas do Tesouro Direto recuam após corte da Selic para 13,75% ao ano

Rendimentos de títulos prefixados e indexados à inflação registraram queda nesta quinta-feira (17) após decisão do Copom.

Por Redação Diário Local

As taxas do Tesouro Direto registraram queda expressiva nesta quinta-feira (17), após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual foi unânime e marca o quinto ajuste consecutivo de queda no Brasil.

Com o recuo dos juros, os títulos prefixados apresentaram redução nos rendimentos. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, por exemplo, caiu de 14,30% no fechamento de quarta-feira (16) para 14,19 nesta manhã, uma queda de 11 pontos-base.

Outros ativos prefixados também acompanharam a tendência de baixa. O título Prefixado 2032 recuou de 14,24% para 14,15%, enquanto o Prefixado 2029 passou de 13,89% para 13,81%.

Nos títulos indexados à inflação, o IPCA+ 2032 registrou o maior recuo do grupo, caindo de 7,68% para 7,61%. O IPCA+ 2040 também apresentou queda, passando de 7,31% para 7,26%.

Outros títulos de inflação, como o IPCA+ 2050 e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060, recuaram 5 pontos-base cada, sendo cotados em 7,19% e 7,18%, respectivamente.

O que esperar do ciclo de cortes de juros?

Há divergências entre especialistas sobre a continuidade da trajetória de queda. Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, observa que o Copom mantém preocupação com a desancoragem das expectativas de inflação e um balanço de riscos com assimetria para cima.

Para Chicoli, embora a desaceleração da atividade e uma inflação favorável permitam novos cortes, a proximidade do segundo turno eleitoral eleva a incerteza. Já Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, acredita que o ciclo de cortes pode estar chegando ao fim ou muito próximo disso.

Trevisan justifica sua visão nas projeções de inflação do Banco Central (BC), no cenário externo e no contexto eleitoral. Ele recomenda cautela na renda fixa, sugerindo foco em prazos curtos, disciplina no crédito privado e a manutenção de parte do patrimônio fora do país.

Cenário nos Estados Unidos

No mercado internacional, o Federal Reserve elevou os juros pela primeira vez desde julho de 2023. O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a medida é fundamental para a estabilidade de preços e para o crescimento econômico.

Apesar da alta nos juros americanos, os rendimentos dos títulos Treasuries recuaram logo após o comunicado. O movimento ocorre em um ajuste de preços que já refletia a decisão tomada na véspera da reunião, vindo a tranquilizar investidores quanto ao compromisso com a meta de inflação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.