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Economia

Itaú BBA reduz preço-alvo da Marcopolo para R$ 7,50 após resultado de 2T26

Analistas do banco mantêm recomendação de compra e apontam dividendos de 10% como proteção para investidores.

Por Redação Diário Local

O Itaú BBA reduziu em 25% o preço-alvo das ações da Marcopolo (POMO4) para R$ 7,50. A revisão foi motivada por um resultado financeiro no segundo trimestre de 2026 que ficou abaixo das expectativas do mercado.

Apesar do ajuste negativo nas estimativas de valor, a equipe de analistas da instituição financeira manteve a recomendação de outperform, o que equivale à orientação de compra. O banco avalia que o cenário atual oferece certas garantias aos investidores.

Segundo a análise, a queda recente de 20% no valor das ações, somada a um dividend yield de aproximadamente 10%, oferece uma camada de proteção contra novas perdas. No entanto, o banco projeta pouco espaço para uma recuperação dos papéis no curto prazo.

A perspectiva de baixa para o curto período é influenciada pela pressão sobre a rentabilidade da companhia e as condições de demanda. O setor enfrenta desafios que podem limitar o crescimento imediato das cotações.

Projeções de lucro e valuation

As novas estimativas de mercado projetam um lucro líquido de cerca de R$ 1,1 bilhão para os anos de 2026 e 2027. Esses valores estão aproximadamente 12% abaixo do consenso estabelecido por outros analistas.

Com a revisão, os múltiplos de preço sobre lucro (P/L) ficaram em 5 vezes para 2026 e 4,9 vezes para 2027. Embora o banco indique que o valuation parece ter atingido um piso, os riscos para os resultados futuros permanecem negativos.

O Itaú BBA espera que os investidores adotem uma postura mais conservadora em relação ao desempenho de 2027. A cautela é reflexo de um primeiro trimestre fraco e de um segundo trimestre considerado decepcionante pela equipe técnica.

Pontos positivos e fatores de risco

Entre os aspectos favoráveis da Marcopolo, o banco destaca o balanço sólido da empresa e o payout de 50%. A companhia também se beneficia da exposição ao dólar e da demanda em mercados como Brasil, México e Argentina.

A relevância internacional é um fator de sustentação, visto que cerca de 40% da receita da fabricante de ônibus provém de mercados externos. Essa diversidade geográfica ajuda a equilibrar as operações da empresa.

Para os próximos meses, é necessário acompanhar a evolução da carteira de pedidos e a demanda prevista para o quarto trimestre de 2026 (4T26). Também devem ser monitorados os dados mensais da FABUS e a volatilidade do câmbio.

Outro ponto de monitoramento é a próxima rodada do programa Caminho da Escola. De acordo com a análise, o programa pode causar uma interrupção temporária nas entregas da Marcopolo durante o terceiro trimestre de 2026 (3T26).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.