Minério de ferro tem maior queda semanal em seis meses após contração da indústria na China
Contratos futuros caíram pela sexta sessão consecutiva após atividade industrial chinesa retrair inesperadamente em julho.
Por Redação Diário Local
Os contratos futuros de minério de ferro na bolsa de Dalian, na China, registraram queda pela sexta sessão consecutiva nesta sexta-feira (31). O movimento foi impulsionado por uma contração inesperada na atividade industrial chinesa, que gerou preocupações sobre a desaceleração da demanda pelo metal.
O contrato de minério de ferro para setembro, mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), recuou 1,31%, cotado a 716 iuanes (US$ 106,14) por tonelada. Com o resultado, o ativo registrou a maior perda semanal desde a semana de 2 de fevereiro, com queda de 3,63% no período.
Em Cingapura, a referência para o minério de ferro de setembro apresentou uma leve alta de 0,13%, atingindo US$ 95,75 por tonelada, mas ainda fechou a semana com recuo de 2,69%.
Por que a demanda está caindo?
A indústria chinesa entrou em contração durante o mês de julho, de forma inesperada. Segundo dados do setor, o recuo foi pressionado pela redução de novos pedidos, o que reforça o receio de crescimento econômico lento, demanda interna fraca e custos de produção elevados.
De acordo com a consultoria Mysteel, o volume de transações de aço para construção entre 237 grandes corretoras teve queda de 19,1% em relação à semana anterior, atingindo 72.700 toneladas na quinta-feira (30).
A Shanghai Metals Market indicou, em nota, que o mercado enfrenta um impacto negativo vindo tanto de um aumento na oferta quanto de uma demanda persistente de consumo (downstream) fraca.
Incerteza na oferta com greve na Austrália
Além da demanda, o lado da oferta do mercado também enfrenta riscos. Sindicatos informaram nesta sexta-feira (31) que trabalhadores das operações de minério de ferro da mineradora BHP, em Port Hedland, na Austrália Ocidental, planejam realizar uma greve na próxima semana.
Caso ocorra, a paralisação pode interromper as exportações diárias da mineradora no maior porto de minério de ferro do mundo, o que soma US$ 80 milhões por dia.
