Minério de ferro sobe e interrompe sequência de quedas por risco de greve na Austrália
Contratos futuros do minério de ferro registraram alta nesta quarta-feira (5) após ameaça de paralisação em centro de exportação da BHP
Por Redação Diário Local
Os contratos futuros do minério de ferro registraram alta nesta quarta-feira (5), interrompendo uma sequência de quedas nos últimos pregões. A valorização do ativo foi impulsionada pelo risco de paralisação nas operações da mineradora BHP em Port Hedland, na Austrália Ocidental.
O contrato de referência para setembro na Bolsa de Commodities de Dalian (DCE), o mais negociado globalmente, encerrou o dia com alta de 0,93%. O preço atingiu 706 iuanes (US$ 104,64) por tonelada métrica, o que representa o primeiro ganho da commodity em nove pregões.
A expectativa de uma greve de dois dias nas operações da BHP em Port Hedland contribuiu para melhorar o ânimo do mercado. De acordo com um porta-voz de um sindicato, a paralisação deve ocorrer neste fim de semana, mesmo após o avanço das negociações entre os representantes dos trabalhadores e a mineradora nesta terça-feira (4).
Port Hedland é considerado o maior centro de exportação de minério de ferro do mundo. A relevância da localidade é reforçada pelo volume de movimentação da BHP, que embarca cerca de US$ 80 milhões em minério de ferro diariamente por meio dessa unidade.
Analistas da corretora Everbright Futures apontaram, em nota, que a possibilidade de interrupção no fluxo de exportação oferece um suporte de curto prazo para o otimismo com o minério de ferro. A redução na oferta imediata atua como fator de sustentação para os preços.
O desempenho positivo também foi observado na Bolsa de Cingapura. Durante a manhã desta quarta-feira (5), o contrato de referência de minério de ferro para setembro registrou alta de 0,5%, sendo negociado a US$ 94,35 por tonelada.
O mercado monitora se o avanço nas conversas entre o sindicato e a mineradora global poderá evitar a paralisação ou se o impacto logístico em Port Hedland será efetivado nos próximos dias.
A volatilidade do setor permanece atrelada ao cumprimento das escalas de exportação na Austrália e à demanda internacional pela commodity, que busca estabilidade após o período de perdas seguidas nas bolsas asiáticas.
