XP recomenda compra de Copasa e Equatorial com projeção de preços-alvo para 2027
Corretora projeta preços-alvo de R$ 88,30 para Copasa e R$ 61,70 para Equatorial, destacando potencial de dividendos e descontos.
Por Davy Albuquerque
A XP Investimentos reiterou a recomendação de compra para as ações da Copasa (CSMG3) e da Equatorial (EQTL3), com projeções de preços-alvo para o fim de 2027 em R$ 88,30 e R$ 61,70, respectivamente.
Em relatório assinado pelos analistas Raul Cavendish, Bruno Vidal e Ana Clara Ribeiro, a corretora destacou que a Copasa se tornou um de seus ativos preferidos no setor. A escolha baseia-se na combinação de valuation atrativo, crescimento de resultados e distribuição de dividendos.
Segundo a análise, a companhia mineira negocia com uma taxa interna de retorno (TIR) real de 12,1%. A projeção aponta para um crescimento anual composto (CAGR) do lucro por ação de 26% entre os anos de 2026 e 2030, acompanhado de um dividend yield médio de aproximadamente 13% no período.
O que impacta a análise da Copasa?
Os analistas pontuam que a entrada da Equatorial no controle da Copasa pode trazer maior clareza à tese de investimento. O movimento reforça a percepção de que a empresa pode seguir um caminho semelhante ao da Sabesp após o processo de privatização.
Apesar da valorização de cerca de 97% das ações da Copasa desde outubro de 2025 — período em que a corretora passou a defender a possibilidade de privatização — a XP entende que ainda há espaço para geração de valor. Entre os pontos positivos citados estão o modelo regulatório favorável e a estrutura de capital leve, com alavancagem estimada em 2,5 vezes dívida líquida/Ebitda para 2026.
A projeção de crescimento do lucro por ação da Copasa (26%) é estimada superior à da Sabesp, que deve crescer 23% no intervalo entre 2026 e 2030, segundo o relatório.
Por que a Equatorial é vista como oportunidade?
Quanto à Equatorial (EQTL3), a corretora observa que as ações operam com um desconto historicamente elevado, apresentando uma TIR implícita real de 12,7%. Para os analistas, esse patamar reflete a dificuldade do mercado em avaliar o amplo portfólio de ativos da companhia e identificar os vetores de continuidade do investimento.
Contudo, a XP avalia que a precificação atual contém um desconto excessivo. Ao excluir as participações que a empresa possui na Sabesp e na Copasa, a TIR implícita da Equatorial alcançaria cerca de 14%, nível considerado atrativo para investidores de longo prazo.
