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Economia

Mini-índice cai 1,79% em sessão de forte fluxo vendedor e Ibovespa acumula pior semana desde maio

Contratos com vencimento em agosto fecharam em queda, enquanto o Ibovespa acumula perda semanal de 3,08% após balanços corporativos.

Por Redação Diário Local

Os contratos de mini-índice com vencimento em agosto (WINQ26) encerraram a última sessão, na quarta-feira (07), com queda de 1,79%, cotados aos 172.670 pontos. O pregão foi marcado por um forte fluxo de vendas que pressionou o ativo.

O Ibovespa acompanhou o movimento de baixa e recuou 1,73%, fechando aos 172.513,42 pontos. Com o resultado, o índice registra o quarto dia consecutivo de queda e acumula perda de 3,08% na semana, seu pior desempenho semanal desde maio.

No cenário doméstico, o índice foi impactado pela desvalorização de ações de grande peso, como Petrobras, Vale e bancos, além de empresas do setor varejista. A movimentação ocorreu após a divulgação de balanços corporativos no mercado interno.

Em contraste, o mercado externo apresentou avanço em Wall Street. O indicador de emprego (payroll) nos Estados Unidos apontou a eliminação de 23 mil vagas, dado que reduziu o temor de uma elevação de juros pelo Federal Reserve.

Para os investidores, o comportamento das ações de maior peso e a repercussão de novos resultados corporativos permanecem como os principais vetores do contrato. A queda dos juros futuros e o desempenho positivo das bolsas norte-americanas podem atuar para contrabalançar a pressão vendedora no Brasil.

Outro ponto de atenção para o mercado é a Ata do Copom, prevista para esta terça-feira (11). O documento é monitorado em busca de sinais sobre os próximos passos da taxa Selic.

Análise técnica e suportes

No gráfico de 15 minutos, o mini-índice encerrou o pregão entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para que o fluxo de baixa se prolongue, o mercado observa a necessidade de romper os suportes situados entre 172.275 e 172.000 pontos.

Caso essa faixa seja perdida, o movimento vendedor pode ganhar fôlego e buscar alvos em 171.400 ou 170.840 pontos. Por outro lado, uma recuperação dependeria de fluxo comprador suficiente para superar as resistências em 172.875 e 173.370 pontos.

No gráfico diário, o contrato encerrou em queda e completou o quinto recuo consecutivo. O ativo permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que reforça a pressão vendedora e mantém aberto o risco de continuidade do movimento negativo.

Para retomar a tendência de alta no gráfico diário, o mini-índice precisará superar a região de 176.845 pontos. Já a continuidade da baixa dependerá do rompimento de suportes importantes na faixa de 172.000 e 170.210 pontos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.