Mini-índice sobe 2,11% e fecha em 177.600 pontos após forte fluxo comprador
Contratos com vencimento em agosto registraram avanço impulsionado por fluxo comprador e alta de bolsas externas.
Por Redação Diário Local
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão de quinta-feira (30) com alta de 2,11%, cotados a 177.600 pontos. O pregão foi marcado por um forte fluxo comprador de investidores.
O movimento acompanhou o desempenho do Ibovespa, que avançou 1,88% e atingiu os 177.158,86 pontos. A valorização do mercado brasileiro refletiu o cenário positivo registrado nas bolsas de Nova York e na Europa.
No cenário externo, os investidores reagiram aos dados de pedidos de auxílio-desemprego e ao índice de inflação ao produtor (PCE) nos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado. O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano também entrou na pauta, registrando crescimento de 1,5%, patamar aquém das projeções iniciais.
No Brasil, os juros futuros apresentaram recuo, mesmo diante do cenário de déficit primário e do aumento da dívida pública. Para os operadores de mini-índice, o avanço foi sustentado principalmente pelas ações da Petrobras e da Vale, enquanto o desempenho dos grandes bancos foi misto.
O que pode impactar o mercado nesta sexta-feira?
Nesta sexta-feira (31), último pregão da semana e de julho, a expectativa é de aumento na volatilidade. O mercado deve monitorar a divulgação da inflação ao produtor no Brasil e a repercussão do balanço da Vale.
Além desses dados, o cenário global de tensões no Oriente Médio e o ritmo da temporada de resultados corporativos permanecem no radar dos investidores. Esses fatores devem ditar o tom das movimentações para o fechamento do mês.
Como está a análise técnica do ativo?
De acordo com análise técnica, o mini-índice encerrou a última sessão com forte tendência positiva, operando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para que a alta se prolongue, o contrato precisa superar a resistência entre 178.220 e 178.565 pontos.
Caso o rompimento dessa faixa ocorra, o movimento pode buscar alvos em 179.290 e 179.625 pontos, com uma extensão até 180.670 pontos. No gráfico de 60 minutos, o ativo também opera acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando o movimento de recuperação.
Por outro lado, o cenário de queda depende da perda dos suportes iniciais na região de 177.315 a 176.670 pontos. Se esse nível for rompido para baixo, a pressão vendedora pode levar o contrato a patamares entre 176.470 e 175.720 pontos, com alvos mais longos em torno de 174.510 pontos.
