Minidólar fecha em alta de 0,65% com temor de sanções dos Estados Unidos ao Brasil
Os contratos com vencimento em setembro registraram alta de 0,65%, aos 5.157 pontos, influenciados por incertezas geopolíticas.
Por Redação Diário Local
Os contratos de minidólar com vencimento em setembro encerraram a última sessão de segunda-feira (04) com alta de 0,65%, cotados a 5.157 pontos. O dólar à vista também subiu 0,84%, operando a R$ 5,1304, em um cenário influenciado por tensões diplomáticas e expectativas sobre a política monetária.
A valorização da moeda americana foi pressionada pelo temor de novas sanções dos Estados Unidos ao Brasil. O movimento de alta ocorreu mesmo com o recuo da moeda no mercado externo e ganhou força diante da queda do petróleo e das expectativas de corte da taxa Selic (juros básicos) para 14,00%.
O avanço do câmbio impactou o desempenho da Bolsa, fazendo o Ibovespa perder fôlego durante o pregão. Para os operadores de minidólar, as tensões entre Brasil e Estados Unidos, a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e as variações no preço do petróleo são os principais vetores de volatilidade para o mercado.
Na análise técnica de curto prazo, o gráfico de 15 minutos indica que o minidólar encerrou com fluxo comprador, mas ainda opera abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para que a alta se sustente nesta quarta-feira (06), é necessário que o volume de compras supere a resistência entre 5.178,5 e 5.187 pontos.
Caso a resistência seja rompida, o contrato pode avançar em direção aos níveis de 5.202 e 5.222 pontos, com alvos mais longos na região de 5.232,5 a 5.246 pontos. Em sentido contrário, a retomada da pressão vendedora depende da perda do suporte situado entre 5.155 e 5.142,5 pontos.
No gráfico diário, o minidólar voltou a subir e passou a negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para consolidar a recuperação, o mercado monitora a superação da faixa de 5.187 a 5.255 pontos, o que poderia abrir caminho para alvos entre 5.303,5 e 5.377,5 pontos.
Se a pressão vendedora prevalecer no gráfico diário, o suporte importante está em 5.087 e 5.016 pontos. O rompimento desse patamar pode intensificar a queda, levando o contrato a níveis mais baixos, na casa dos 4.946 a 4.910,5 pontos.
Já no gráfico de 60 minutos, a configuração favorece os compradores no curto prazo, com o contrato operando acima das médias móveis. A continuidade desse movimento depende do rompimento da resistência em 5.181,5/5.187,5 pontos, podendo buscar o alvo de 5.255 e, eventualmente, 5.295 pontos.
