Minidólar encerra sessão em queda de 0,19% e opera em região de indefinição
Contratos de minidólar recuaram para 5.142 pontos com fluxo de exportadores e incerteza sobre juros no Brasil.
Por Redação Diário Local
Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a sessão de quinta-feira (06) com queda de 0,19%, fechando aos 5.142 pontos.
O movimento de baixa no mercado doméstico ocorreu em sentido contrário à valorização da moeda norte-americana no exterior. No Brasil, a queda foi sustentada pelo fluxo de venda de dólares realizado por exportadores.
A volatilidade do ativo também é influenciada pela recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic para 14% ao ano, sem apresentar diretrizes claras sobre os próximos passos da política de juros.
Por que o dólar subiu no exterior?
No mercado internacional, o dólar apresentou valorização devido ao aumento das tensões no Oriente Médio, após novas ameaças do Irã aos Estados Unidos. Esse cenário geopolítico também impulsionou as cotações do petróleo.
Para os operadores de minidólar, a divergência de movimentos entre o cenário brasileiro e o externo exige atenção aos pontos de suporte e resistência que podem definir o próximo rumo do contrato.
Quais são os níveis de suporte e resistência?
No gráfico de 15 minutos, o contrato apresenta fluxo negativo, mas termina acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para manter a queda nesta sexta-feira (07), é necessária a entrada de volume vendedor capaz de romper o suporte entre 5.130 e 5.121 pontos.
Caso esse nível seja perdido, o ativo pode buscar as regiões de 5.105 a 5.087 pontos. Em contrapartida, uma recuperação depende do rompimento da resistência situada entre 5.145 e 5.166 pontos.
No cenário de longo prazo, o contrato permanece em uma região de indefinição técnica. Para retomar a trajetória de alta, o ativo precisará superar a resistência em 5.187 e 5.255 pontos, podendo buscar a faixa de 5.303,5 a 5.377,5 pontos.
