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Economia

Moody’s eleva nota de crédito da Argentina e sinaliza melhora nos fundamentos econômicos

Classificação subiu para B3 com perspectiva positiva, refletindo redução no risco de inadimplência e avanço da estabilização macroeconômica.

Por Redação Diário Local

A agência Moody’s Ratings elevou a nota de crédito da Argentina, concedendo ao país a classificação B3 com perspectiva positiva. A mudança, que altera o patamar anterior de Caa1, ocorre em um período de avanços na estabilização macroeconômica e na melhoria dos fundamentos de crédito do país.

De acordo com comunicado divulgado pela agência na terça-feira (21), a elevação reflete a diminuição do risco de inadimplência da Argentina. A Moody’s avaliou que o país avançou além da fase inicial de ajuste econômico, apresentando sinais de melhoria na governança e na posição externa.

A melhora na posição externa foi impulsionada pelo desempenho das exportações e pelo aumento do investimento estrangeiro direto, especialmente nos setores de energia e mineração, além de um acesso mais facilitado ao financiamento externo.

Por que a nota da Argentina subiu?

A decisão da Moody’s acompanha movimentos recentes de outras agências de risco. Em maio, a Fitch Ratings elevou a classificação da Argentina para B1 e, em junho, a S&P Global Ratings seguiu caminho semelhante. As instituições apontaram o sucesso do governo na recuperação das contas fiscais e na redução da inflação.

A perspectiva positiva atribuída pela Moody’s indica que o perfil de crédito argentino pode se tornar ainda mais robusto. Isso ocorreria caso as melhorias estruturais nas finanças externas se combinem com a estabilização macroeconômica que está em curso no país.

Com essas revisões, a Argentina deixa de ser classificada como um país de "alto risco" pelas três principais agências do setor. Esse novo patamar amplia o leque de potenciais investidores, permitindo a entrada de investidores institucionais que antes não estavam autorizados a deter títulos da dívida argentina.

O cenário fiscal e as reservas

Para sustentar a recuperação, o governo de Javier Milei tem mantido superávits fiscais e utilizado mecanismos como a emissão de dívida em dólares e acordos de recompra com bancos internacionais. O país também tem trabalhado na flexibilização de controles de capital para normalizar o regime monetário e cambial.

No campo das reservas, o Banco Central acelerou a acumulação de moeda estrangeira. Durante o primeiro semestre de 2026, a instituição atingiu a meta estabelecida junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) de adquirir mais de US$ 10 bilhões em recursos externos.

Apesar do otimismo, a Moody’s ressaltou que ainda existem riscos, especialmente diante do ciclo político que antecede a eleição presidencial de 2027. Contudo, a agência notou que a probabilidade de continuidade das atuais políticas econômicas aumentou em comparação a períodos eleitorais anteriores.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.