Nasdaq e S&P 500 fecham em baixa com incerteza no Oriente Médio e queda da Intel
Mercados americanos registram queda devido à indefinição sobre o Estreito de Ormuz e anúncio de venda de ações pela Intel.
Por Redação Diário Local
Os índices Nasdaq e S&P 500 fecharam o pregão em baixa nesta segunda-feira (10). O desempenho negativo foi influenciado pela incerteza sobre um possível acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz e pela queda nas ações da fabricante de chips Intel.
No S&P 500, a variação foi negativa de 0,06%, encerrando em 7.753,12 pontos. Já o Nasdaq recuou 0,32%, fechando em 26.605,36 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average teve queda de 0,11%, para 53.976,04 pontos.
Por que os mercados caíram?
A falta de confiança dos investidores em uma resolução da crise no Oriente Médio pesou sobre as bolsas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que o Irã pague indenizações por mortes em guerras e protestos. Por outro lado, o Irã estabeleceu condições para o cumprimento de exigências de Washington, incluindo indenizações por danos causados por ataques de Estados Unidos e Israel em território iraniano há mais de cinco meses.
A indefinição sobre o fluxo de petróleo pelo estreito elevou as preocupações com os preços da energia, o que pode estimular temores de inflação. Como reflexo, o petróleo bruto dos EUA subiu aproximadamente 5%, sendo negociado a US$ 82,13 o barril.
Queda na Intel e no setor de tecnologia
O setor de tecnologia também sentiu o impacto com a queda de 4,1% nas ações da Intel. A fabricante anunciou o plano de captar US$ 15 bilhões através de uma venda de ações, medida que visa fortalecer o balanço para competir com empresas como Nvidia e AMD no mercado de chips para inteligência artificial.
A Nvidia registrou queda de 2,9%. No setor, há discussões sobre a montagem de um pacote de financiamento de US$ 500 bilhões para o desenvolvimento de infraestrutura de inteligência artificial, envolvendo empresas financeiras como Apollo Global e Blackstone.
Expectativa sobre os juros nos EUA
Além do cenário internacional, o mercado aguarda novos relatórios que possam dar pistas sobre a política monetária do Federal Reserve. O mercado monitora a possibilidade de mudança nas taxas de juros após a divulgação de que os empregadores dos Estados Unidos cortaram 23.000 empregos em julho.
De acordo com a ferramenta CME FedWatch, os operadores precificam agora uma chance de 52% de um aumento na taxa de juros em setembro.
