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Economia

Nova regra de venda de gás pode reduzir custos para indústrias no Espírito Santo

Medida aprovada pelo CNPE permite leilões diretos e pode reduzir preço do produto em até 50%, segundo o Ministério de Minas e Energia.

Por Redação Diário Local

Uma nova resolução que permite a venda direta de gás natural da União para a indústria pode impulsionar investimentos no Espírito Santo. A medida, aprovada nesta quinta-feira (30) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), visa reduzir a participação de intermediários na comercialização do insumo.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a mudança pode gerar uma redução de até 50% no preço do gás para o setor industrial. Atualmente, o produto da União é comercializado por meio de leilões para refinarias e empresas petroleiras habilitadas, com o agente dominante sendo a Petrobras.

Com a nova regra, a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) poderá realizar leilões de curto (2026 a 2030) e longo prazo (2030 em diante) voltados diretamente para o consumo industrial nacional. O objetivo central é baratear o custo do gás natural ao ampliar a oferta no mercado.

Como a mudança afeta o Espírito Santo?

O Espírito Santo possui uma base industrial com alta demanda de energia, o que torna a medida estrategicamente relevante para o estado. Setores como siderurgia, metalurgia, pelotização de minério, rochas ornamentais, cerâmica, vidro, alimentos, bebidas, papel, celulose e indústria química podem ser os principais impactados.

Para especialistas, a redução nos custos de transação e o aumento da concorrência podem melhorar as margens de investimento e viabilizar projetos que anteriormente não apresentavam retornos suficientes. A vantagem é reforçada pelo fato de o estado já integrar a infraestrutura nacional de gás e possuir histórico de processamento do insumo.

Contudo, o benefício real para as empresas dependerá de fatores como a dinâmica dos leilões, o volume ofertado pela PPSA, os custos de transporte, processamento e a competição entre os compradores. Nem toda indústria terá uma redução automática da magnitude máxima prevista.

Qual é a diferença nos preços?

Atualmente, o gás natural da União é comercializado no mercado brasileiro a aproximadamente 12 dólares por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica). Com a implementação da nova regra, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirma que o valor pode cair para cerca de 5 dólares por milhão de BTU para a indústria nacional.

O governo sinalizou que os novos processos de venda devem priorizar indústrias de base, com foco em setores como petroquímica, química e produção de fertilizantes.

Paralelamente à mudança na regra, a concessionária ES Gás mantém um plano de investimentos de R$ 1 bilhão para ampliar a distribuição no estado. O projeto prevê a expansão de 480 km de rede, a conexão de 92 mil novos consumidores e o atendimento a 30 novas indústrias, incluindo a interiorização do serviço em cinco municípios capixabas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.