Produção de óleo e gás da Petrobras cresce 15,1% no primeiro semestre de 2026
Volume total da estatal saltou para 3,281 milhões de barris equivalentes por dia, impulsionado por alta nas exportações.
Por Redação Diário Local
A produção total de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural da Petrobras cresceu 15,1% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025. O volume diário passou de 2,851 milhões para 3,281 milhões de barris de óleo equivalente.
Considerando especificamente a produção de petróleo e LGN no Brasil, o aumento foi de 15,7%, elevando o patamar de 2,278 milhões para 2,636 milhões de barris por dia. O volume total vendido pela estatal, somando os mercados interno e externo, subiu 12,1%, atingindo uma média de 3,276 milhões de barris diários.
Por que as exportações cresceram?
O resultado foi impulsionado principalmente pelas vendas ao exterior, que tiveram alta de 42,6% e alcançaram 1,212 milhão de barris diários no semestre. O avanço ocorre em um momento de maior disponibilidade para produtores da Bacia do Atlântico, como o Brasil, diante das restrições de trânsito no estreito de Ormuz.
As restrições no estreito favorecem a alternativa do petróleo brasileiro, que pode ser enviado para refinarias na Europa e na Ásia sem depender da passagem por Ormuz. O cenário é influenciado pela guerra no Irã, que reduziu a oferta de óleo no Oriente Médio e elevou os preços internacionais.
No segundo trimestre, a participação da Índia nas compras de petróleo da Petrobras subiu de 15% para 22%, enquanto a Europa aumentou sua fatia de 8% para 18%. Outros países asiáticos também ampliaram a participação para 14%. A companhia registrou novos clientes em Taiwan, Omã, Polônia, Suécia e África do Sul, enquanto a China segue como o principal destino, apesar da queda de sua participação de 62% para 35%.
Como foi o desempenho no mercado interno?
As vendas de derivados da Petrobras no mercado brasileiro cresceram 2,3% no primeiro semestre, totalizando uma média de 1,744 milhão de barris por dia. Houve aumento nas vendas de diesel, gasolina, QAV (combustível de aviação) e nafta.
A diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angélica Laureano, afirmou que a volatilidade do Brent contribuiu para que a empresa alinhasse a produção de derivados à demanda do mercado interno, o que diminuiu a necessidade de importações. Segundo a diretora, o cenário internacional volátil tornou a eficiência operacional e a integração dos ativos ainda mais relevantes.
Em uma análise trimestral, o volume de derivados no Brasil ficou praticamente estável. Os avanços de 0,4% no diesel e de 8,3% no GLP (gás liquefeito de petróleo) compensaram as quedas de 2,2% na gasolina e de 11,9% no combustível de aviação.
