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EUA retomam processamento de vistos de imigração na Hungria e na Polônia

Decisão da Casa Branca prioriza esses dois países enquanto agendamentos para o restante do mundo seguem paralisados pelo Departamento de Estado.

Por Redação Diário Local

O governo dos Estados Unidos retomou, na semana passada (01), o processamento de vistos de imigrante na Hungria e na Polônia. A medida ocorre de forma seletiva, enquanto o agendamento de serviços para as demais embaixadas e o restante do mundo permanecem paralisados.

A diretiva para priorizar as missões diplomáticas nesses dois países europeus partiu diretamente da Casa Branca. Embora não tenha sido apresentada uma razão oficial pela escolha, o governo de Donald Trump mantém laços políticos com a direita local, tendo oferecido apoio ao ex-primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e ao presidente polonês Karol Nawrocki.

O movimento ocorre em um contexto de endurecimento das políticas migratórias do segundo mandato de Trump. O governo tem aplicado restrições que vão além do combate à imigração ilegal, atingindo também o fluxo de imigração legal por meio de proibições de viagem a dezenas de nações, cobrança de taxas elevadas para vistos de trabalho e exigência de checagem de redes sociais.

O Departamento de Estado norte-americano já havia tentado suspender vistos em 75 países em janeiro deste ano, sob a alegação de risco de "encargo público". A decisão afetaria diversos países da América Latina — como o Brasil —, além de nações dos Bálcãs e do Sul da Ásia.

A tentativa de suspensão global enfrentou um revés jurídico no dia 21 de agosto (21), quando a juíza distrital Jeannette A. Vargas anulou a norma. Na tentativa de contornar a decisão, o órgão ordenou o cancelamento das entrevistas globais.

O serviço de agendamento para a maioria das nações continua suspenso. O Departamento de Estado confirmou, no dia 25 de agosto (25), que as atividades só serão normalizadas após a conclusão de um novo treinamento dos funcionários sobre a análise da capacidade financeira dos solicitantes.

Em maio, informações indicaram que o subsecretário de Estado, Christopher Landau, orientou a facilitação do visto de um ex-ministro polonês que se encontrava na Hungria. Questionados sobre o caso e sobre a priorização de Hungria e Polônia, o Departamento de Estado, a Casa Branca e os governos dos países citados não emitiram comentários.

A atual gestão republicana tem focado na restrição de fluxos migratórios como parte de sua agenda de controle de fronteiras e de gestão de custos públicos, mantendo o impasse nos serviços consulares para grande parte do globo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.