Incertezas no petróleo e fim de subsídios podem pressionar preços de combustíveis no país
Tensões internacionais no Estreito de Ormuz e o fim de medidas de subsídio podem encarecer diesel e gasolina.
Por Redação Diário Local
A volatilidade no mercado internacional de petróleo e o calendário de vencimento de subsídios fiscais colocam os preços dos combustíveis em uma zona de risco para a economia brasileira. O cenário é agravado por tensões geopolíticas que elevaram a cotação do petróleo para aproximadamente US$ 81 por barril nesta quinta-feira (30).
O governo federal tem adotado estratégias para evitar choques nas bombas, como a prorrogação de incentivos e a implementação de subvenções ao diesel, gasolina, gás de cozinha e querosene de aviação. O foco principal tem sido o diesel, devido ao seu impacto direto no custo do frete e, consequentemente, na inflação de alimentos.
Apesar das medidas, o país permanece sujeito às oscilações do mercado global. A recente escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos, após o fim de um acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz, reduziu a previsibilidade para países importadores de petróleo.
Como o cenário internacional afeta o Brasil?
A instabilidade no Oriente Médio atua como um vetor de pressão sobre o custo do barril. Com o petróleo mais caro no mercado mundial, a tendência é que os custos de importação subam, dificultando o controle de preços internos mesmo com a atuação do governo.
Analistas indicam que as subvenções atuais funcionam como amortecedores temporários. O risco reside no fato de que o vencimento de certas medidas de contenção de preços coincide com o início do ciclo eleitoral, o que pode gerar uma pressão imediata sobre os consumidores e sobre o controle fiscal.
Quais são os riscos para a inflação?
Caso as medidas de compensação fiscal percam a vigência sem que novas políticas sejam implementadas, há uma probabilidade de recomposição de preços nos postos de combustíveis. Esse movimento gera um efeito cascata em toda a cadeia logística.
O aumento no valor do diesel, por exemplo, encarece o transporte de cargas, o que costuma ser repassado para o preço final de produtos básicos. Esse fenômeno impacta diretamente a percepção da população sobre o custo de vida e a sensação de ganho de renda.
De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), o preço médio da gasolina recuou 0,45% e o do gás de cozinha caiu 0,12% na semana passada. Em contrapartida, o diesel S-10 apresentou alta de 0,14% no mesmo período.
