Petróleo sobe com escalada de ataques entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio
Intensificação de ataques militares no Golfo Pérsico pressiona mercados globais e eleva preço do barril Brent.
Por Davy Albuquerque
O preço do petróleo apresentou alta nas primeiras negociações deste domingo (19) após a intensificação dos ataques entre os Estados Unidos e o Irã durante o fim de semana. O Brent subiu mais de 2% na abertura, impulsionado pelas tensões militares no Oriente Médio, que pressionam os mercados globais.
As forças dos Estados Unidos atacaram a Ilha de Qeshm, localizada no Golfo Pérsico, além de cidades no sul do Irã, incluindo Shadegan, Sirik e Hajiabad. Segundo informações da mídia iraniana, as ações ocorreram sem detalhes imediatos sobre o número de vítimas ou danos materiais registrados.
Em resposta, o Irã realizou ataques contra uma usina de energia e de dessalinização de água no Kuwait. Este foi o terceiro ataque contra infraestruturas desse tipo registrado em três dias consecutivas.
O que muda no cenário de paz?
A escalada de confrontos tem atingido não apenas alvos militares, mas também portos, pontes e serviços públicos. O aumento da violência reduz as perspectivas de retomada do cessar-fogo que havia sido firmado no mês passado.
No sábado (18), Teerã afirmou que não cumprirá mais o acordo de paz provisório. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou ainda que algumas disputas sobre o programa nuclear iraniano podem permanecer sem solução.
A instabilidade no Oriente Médio ocorre simultaneamente a uma fase de nervosismo nos mercados asiáticos, que já sofriam com a queda de ações de fabricantes de chips e semicondutores. O setor de tecnologia tem enfrentado correções devido a mudanças na percepção de liderança industrial e investimentos em inteligência artificial.
Impactos nos mercados financeiros
Além da pressão geopolítica, os investidores acompanham a movimentação do dólar, que se fortaleceu frente a diversas moedas. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) avançou 2,2%, sendo negociado a US$ 84,32 por barril.
O cenário de risco também envolve a inflação. A alta acumulada nos preços do petróleo neste mês pode gerar pressões inflacionárias, o que mantém o foco do Federal Reserve na redução dos preços e na análise de dados econômicos dos Estados Unidos ao longo desta semana.
