Petróleo registra maior alta da semana após ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã
Cotações do Brent e WTI tiveram os maiores fechamentos desde o fim de julho devido a tensões entre Irã e Estados Unidos.
Por Redação Diário Local
Os preços do petróleo registraram alta nesta terça-feira (11) e atingiram a maior cotação da semana. A valorização é impulsionada pelo receio de que as interrupções no abastecimento de óleo no Oriente Médio persistam, após novas declarações do governo do Irã sobre o fechamento do Estreito de Ormuz.
Os futuros do petróleo Brent subiram US$ 1,19 (1,4%) e fecharam cotados a US$ 88,91 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, avançou US$ 1,07 (1,3%) e encerrou o dia a US$ 83,20.
Este desempenho representa os maiores fechamentos para ambas as referências desde 31 de julho. O movimento ocorre pelo segundo dia consecutivo, após os contratos terem subido cerca de 5% na segunda-feira (10), quando as expectativas de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã começaram a diminuir.
Tensões no Estreito de Ormuz
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, declarou nesta terça-feira (11) que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não alterarem seu comportamento e aceitarem as condições de Teerã para encerrar a guerra.
A via navegável é estratégica para o mercado global de energia. Antes do início do conflito, ocorrido em 28 de fevereiro, cerca de 20% de todo o abastecimento mundial de petróleo passava pelo estreito.
Dados de navegação apontam uma queda drástica no tráfego de navios na região. Na segunda-feira (10), foram registradas apenas seis embarcações no estreito, enquanto a média dos últimos dez dias era de 11 navios. Antes da guerra, o fluxo diário pela via ficava entre 125 e 140 embarcações.
Conflitos e riscos à produção
A instabilidade se estende a outras áreas do Oriente Médio. No estreito de Bab el-Mandeb, localizado entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico, os houthis do Iêmen atacaram um navio da Arábia Saudita que transportava equipamentos militares.
Houve ainda relatos de um ataque com mísseis contra um navio porta-contêineres na costa do Paquistão, em um suposto ataque realizado pelos Estados Unidos.
Quanto à oferta global, a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (11) que produtores do Oriente Médio podem enfrentar dificuldades para restaurar os níveis de produção anteriores ao conflito. Segundo o órgão, a recuperação total pode levar até o final de 2027, mesmo que os padrões comerciais sejam normalizados no início do próximo ano.
