Diário Local
Economia

Preço do petróleo sobe pelo quinto dia seguido com tensão entre Estados Unidos e Irã

Brent e WTI registram alta consecutiva após autoridades americanas reafirmarem pressão econômica sobre o regime persa.

Por Redação Diário Local

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (20), registrando o quinto dia consecutivo de valorização no mercado internacional. O avanço ocorre após autoridades dos Estados Unidos reafirmarem a manutenção da pressão econômica sobre o Irã, em um cenário de estagnação nas negociações entre os dois países.

No mercado negociado pela New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro encerrou o dia com alta de 2,89% (US$ 2,44), cotado a US$ 86,83 por barril. Já o petróleo Brent para o mesmo período, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 2,36% (US$ 2,16), a US$ 93,78 o barril.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (20) que o Irã enfrentará as "sanções mais duras da história". Apesar da postura rígida, o secretário ponderou que é improvável a retomada de ataques militares por parte dos Estados Unidos.

A declaração de Bessent reforça o posicionamento do presidente americano, Donald Trump, que na quarta-feira (19) prometeu aplicar sanções contra o regime persa. Trump classificou a medida como uma "guerra econômica" e ameaçou países que ajudem o Irã a burlar as restrições impostas.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou as decisões de Trump. Para o ministro, as medidas de sanção funcionam como uma "cortina de fumaça" para esconder a crise da dívida pública nos Estados Unidos, que atinge níveis sem precedentes.

A análise da Sucden Financial indica que a falta de conversas programadas entre Washington e Teerã, somada à tensão persistente no Estreito de Ormuz, sustenta um prêmio de risco no setor de energia. Segundo a instituição, o cenário limita o quanto os investidores conseguem retirar da precificação o risco de inflação.

O clima de instabilidade global também é alimentado pelo conflito na Ucrânia. Nesta quinta-feira (20), a Rússia realizou novos bombardeios com mísseis e drones contra a região de Kiev, resultando na morte de pelo menos 16 pessoas.

Diante da intensificação dos ataques, o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, solicitou o envio de mais interceptores Patriot para reforçar a defesa do país. No entanto, o pedido ocorre em um momento de estoques internacionais baixos, influenciados também pelas tensões envolvendo o Irã.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.