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Clima

Governo lança plano de R$ 1,3 bilhão para enfrentar impactos do El Niño no Brasil

Investimento visa prevenir efeitos do fenômeno climático que deve causar seca no Norte e Nordeste e chuvas no Sul entre 2026 e 2027

Por Redação Diário Local

O governo federal lançou, nesta quarta-feira (29), o plano de prevenção e mitigação dos impactos do fenômeno El Niño para o período de 2026 a 2027. O projeto conta com um investimento de R$ 1,335 bilhão para ações de combate aos efeitos do evento climático em diversas regiões do país.

A apresentação do plano ocorreu no Palácio do Planalto e envolveu representantes de 24 ministérios e de seis órgãos federais, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A estratégia está organizada em quatro pilares: monitoramento e unificação de dados, mapeamento de riscos, antecipação de ações e proteção de populações vulneráveis. Para coordenar as atividades, foi estruturada uma Sala de Situação do El Niño para monitorar a evolução do fenômeno.

Quais são os impactos esperados por região?

Os técnicos do governo projetam um El Niño de forte intensidade, com consequências distintas para cada área do território brasileiro. No Sul, a principal preocupação reside no risco de deslizamentos e enchentes, o que deve mobilizar sistemas de alerta e a atuação da Defesa Civil.

No Sudeste, as ações focarão no monitoramento das variações climáticas e na gestão do abastecimento de água nos sistemas Cantareira e Paraíba do Sul, atendendo às regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. Já na Região Norte, o foco será o nível dos reservatórios de hidrelétricas para evitar crises no abastecimento de energia.

Para o Norte e Nordeste, a previsão é de seca. No Nordeste, embora o governo afirme que não há previsão de escassez de água em 2026 devido aos níveis dos reservatórios, o atraso das chuvas pode impactar o ano de 2027, exigindo o possível acionamento da Operação Carro-Pipa.

Como será distribuído o investimento?

Do montante de R$ 1,335 bilhão, R$ 850 milhões serão destinados à compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz. Outros R$ 337 milhões serão aplicados na prevenção e no combate a incêndios florestais.

O plano também prevê R$ 65 milhões para a aquisição de 350 mil cestas de alimentos e R$ 45 milhões para os Centros de Informação em Saúde e Clima e para a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (ForSUS). O restante dos recursos será dividido entre o monitoramento de rios (R$ 25 milhões) e o Programa de Aquisição de Alimentos (R$ 13 milhões) para agricultores da região Norte.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.