Diário Local
FGTS

Projeto reduz de dois anos para 12 meses intervalo para uso de FGTS em financiamento imobiliário

Proposta quer diminuir intervalo de uso do fundo de dois para um ano e permitir uso em financiamentos fora do SFH.

Por Redação Diário Local

Projeto reduz de dois anos para 12 meses intervalo para uso de FGTS em financiamento imobiliário

O Projeto de Lei 2568/26 propõe reduzir de dois anos para 12 meses o intervalo mínimo necessário para o trabalhador utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na amortização ou na quitação de financiamento imobiliário. A medida também visa permitir o uso do recurso em créditos realizados fora do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Atualmente, a legislação vigente impõe um prazo de 24 meses entre as movimentações do fundo para essa finalidade. Além disso, o uso do FGTS para reduzir dívidas imobiliárias está condicionado à concessão do crédito por meio do SFH.

Com a nova proposta, a possibilidade de utilizar o saldo do FGTS para diminuir a dívida da casa própria passaria a valer para qualquer modalidade de financiamento ou instituição bancária. O novo intervalo de um ano proposto para as operações seria contado a partir da data da movimentação anterior.

Argumentos da proposta

O autor do projeto, deputado Gilson Marques (Novo-SC), defende que o fundo integra o patrimônio individual de cada trabalhador. Segundo o parlamentar, as restrições ao uso desses valores devem ser mínimas para não prejudicar o cidadão.

O deputado argumenta que impedir o trabalhador de usar seu patrimônio para reduzir uma dívida com juros altos é uma medida prejudicial. Ele destaca que o rendimento atual do FGTS é baixo quando comparado às taxas de juros praticadas no mercado imobiliário.

Para o autor, a amortização frequente pode ajudar a diminuir o número de dívidas não pagas. O parlamentar ressalta que a medida também teria o potencial de liberar renda das famílias para outros tipos de investimentos, sem gerar novos gastos para o governo.

Próximas etapas

O texto seguirá para análise em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O processo de votação ainda depende de novos ritos legislativos.

Para que o projeto de lei seja sancionado e passe a vigorar, ele deve ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.