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Bancada feminina na Câmara atinge recorde histórico, mas mantém perfil mais à esquerda que a Casa

Com 109 deputadas eleitas no domingo (4), mulheres ocupam 21,2% das cadeiras, mas são proporcionalmente mais à esquerda que os homens.

Por Redação Diário Local

A bancada feminina na Câmara dos Deputados registrou um recorde histórico após as eleições deste domingo (4). Ao todo, 109 mulheres foram eleitas para as 513 cadeiras da Casa, o que representa um crescimento de 21,1% em comparação às 90 deputadas eleitas em 2022.

Com o resultado, a proporção de mulheres no Legislativo sobe para 21,2%, ante os 17,5% registrados no último pleito. Apesar do avanço, a representatividade ainda permanece significativamente abaixo da proporção de mulheres na população brasileira, que é de 51,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O perfil político das novas parlamentares apresenta um contraste com a composição total da Câmara. Enquanto a Casa possui 59,1% de parlamentares de direita, 24,2% de esquerda e 16,8% de centro, a bancada feminina será composta por 48% de deputadas de direita, 43% de esquerda e 9% de centro.

Qual é a divisão entre os partidos?

Na ala de esquerda, o Partido dos Trabalhadores (PT) lidera as eleitas com 25 mulheres, seguido pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) com sete representantes. Outras siglas como o Partido Comunista do Brasil (PC do B) elegeram sete parlamentares, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) elegeu cinco e o Partido Verde (PV) elegeu duas.

No campo da direita, o Partido Liberal (PL) obteve o maior número de eleitas, com 22 deputadas. O União Brasil elegeu oito, o Podemos sete, o Progressistas (PP) seis e o Republicanos cinco. O partido Novo elegeu duas parlamentares, enquanto o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o PRD elegeram uma cada.

A diferença de posicionamento entre os gêneros é acentuada. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 404 homens eleitos, 62% pertencem a partidos de direita, enquanto 19% são de esquerda e 19% são de centro.

O cenário no Senado

No Senado, o crescimento da representação feminina foi impulsionado por parlamentares de direita. Com a eleição de 12 novas senadoras neste domingo (4), a participação de mulheres na Casa deve chegar a 22,2% do total de cadeiras no próximo ano.

O aumento no Senado representa uma expansão de 80% na bancada feminina em comparação ao início da legislatura que começou em 2023. No total, as 12 eleitas atuarão ao lado de outras seis mulheres que já ocupam cargos na Casa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.