Brasil atinge recorde de 6,3 mil empresas em recuperação judicial no segundo trimestre de 2026
Número de companhias sob supervisão da Justiça chegou a 6.341 no segundo trimestre, o maior patamar registrado, segundo o Monitor RGF-BizDoc.
Por Redação Diário Local
O Brasil registrou o maior número de empresas sob processos de recuperação judicial da história até o segundo trimestre de 2026. Segundo levantamento do Monitor RGF-BizDoc, o país soma 6.341 companhias em fase de reestruturação sob supervisão da Justiça, sem contar as microempresas.
O aumento no volume de pedidos de socorro jurídico reflete um cenário econômico marcado por juros elevados e por níveis de inadimplência inéditos no mercado nacional. A crise tem alcançado companhias de diferentes portes em todo o território brasileiro.
Os dados indicam que a instabilidade financeira atingiu diversos setores da economia, dificultando a manutenção das operações sem a intermediação judicial. O crescimento do índice coloca o país em um patamar de reestruturação corporativa sem precedentes para o período analisado.
O levantamento destaca que o fenômeno não se restringe a um único segmento, demonstrando que o impacto das condições de crédito afeta empresas de variadas escalas. A supervisão da Justiça torna-se o mecanismo utilizado para tentar preservar a continuidade das atividades e a função social dessas organizações.
Especialistas apontam que a combinação de juros altos com a dificuldade de pagamento de dívidas tem gerado um ciclo de instabilidade. Esse contexto tem impulsionado empresas a buscarem a proteção legal para evitar a falência imediata diante do endividamento.
O Monitor RGF-BizDoc aponta que o número de 6.341 empresas sob supervisão concentra-se em companhias de médio e grande porte. O registro não contempla as microempresas, o que sugere que o impacto total na economia pode ser ainda mais abrangente de acordo com outros indicadores.
A situação de reestruturação exige que as companhias apresentem planos para o cumprimento de suas obrigações financeiras sob o acompanhamento de órgãos competentes. O processo busca equilibrar o direito dos credores com a tentativa de manter a empresa ativa e gerando empregos.
O cenário atual de recuperação judicial serve como um termômetro da saúde financeira do setor corporativo nacional. O monitoramento contínuo desses dados é essencial para compreender o comportamento do mercado frente às políticas monetárias e ao nível de endividamento das organizações.
