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Economia

Shein recebe aprovação da China para abrir capital na Bolsa de Hong Kong

Comissão Reguladora da China aceita pedido de listagem da varejista de moda para a Bolsa de Valores de Hong Kong

Por Davy Albuquerque

A varejista de moda rápida Shein recebeu aprovação da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China para realizar sua abertura de capital (IPO) em Hong Kong. A entidade reguladora chinesa aceitou o pedido de listagem no exterior apresentado pela Shein Global Holdings por meio de sua unidade operacional na China.

Com o aval, a empresa planeja emitir até 341,6 milhões de ações ordinárias na Bolsa de Valores de Hong Kong. O movimento representa o primeiro avanço concreto para a listagem após os planos de abertura de capital nos Estados Unidos, em 2023, e em Londres, em 2025, terem sido paralisados.

O contexto do mercado varejista na China

A aprovação ocorre em um período de incentivo governamental ao setor. Um dia antes do anúncio, o Ministério do Comércio da China e outras oito agências publicaram diretrizes que visam modernizar o sistema de varejo até 2030, incentivando empresas qualificadas a buscar financiamento nos mercados de capitais.

A Shein utiliza um modelo de produção baseado em pequenos lotes e reposição rápida, testando produtos com pedidos iniciais reduzidos para ajustar a escala conforme a demanda. Esse método permitiu a expansão da marca para mais de 160 países e regiões.

De acordo com dados da GlobalData, a empresa ultrapassou marcas de varejistas como Zara, H&M e Uniqlo, posicionando-se como a terceira maior varejista de moda do mundo em vendas, atrás apenas da Nike e da Adidas.

Desafios e métricas financeiras

Segundo relatório da Nomura Securities de fevereiro, a Shein registrou um aumento de 22,7% no volume bruto de mercadorias em 2025, atingindo US$ 67,5 bilhões. O número de usuários ativos mensais também subiu 11%, chegando a 98 milhões de pessoas.

Em 2025, a receita da companhia foi de US$ 34,5 bilhões, com margens brutas entre 50% e 54% e margem de lucro líquido de 7,8%. Apesar dos números, a avaliação da Shein sofreu oscilações: em abril de 2022, o valor de mercado da empresa superava US$ 100 bilhões, caindo para cerca de US$ 64 bilhões no início de 2023.

A concorrência com a plataforma Temu, lançada pela PDD Holdings em 2022, e a pressão regulatória em mercados como os Estados Unidos e a Europa também impactaram o cenário da empresa. Na França, a Shein foi multada em 2025 por questões envolvendo práticas de descontos e informações sobre produtos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.