Taxas dos DIs operam em queda nesta sexta-feira (25) com foco no IPCA-15 e cenário político
Investidores monitoram o IPCA-15 de setembro, que subiu 0,70%, e o empate técnico em pesquisa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Por Redação Diário Local
As taxas dos DIs operam em queda nesta sexta-feira (25), influenciadas pelo alívio no preço do petróleo e pela repercussão de novos dados sobre a inflação e o cenário eleitoral no Brasil. Às 10h32, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,645%, em baixa de 2 pontos-base em relação ao ajuste da sessão anterior de 13,667%.
Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 registrava 13,98%, uma queda de 7 pontos-base comparada aos 14,054% da última sessão. O movimento ocorre enquanto investidores ponderam o cenário externo, marcado pela queda do petróleo Brent, e os indicadores domésticos.
Como está o cenário da inflação?
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta manhã que o IPCA-15, índice que serve como prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro. O resultado supera a projeção de mercado, que estimava uma alta de 0,53% para o período.
Em comparação ao mês de agosto, quando houve um recuo de 0,40%, a inflação em 12 meses acumulou 4,47% em setembro, contra 4,24% no mês anterior. A alta dos serviços foi um dos principais componentes, passando de 0,07% em agosto para 0,59% em setembro.
De acordo com cálculos do banco Bmg, a taxa média dos núcleos de inflação calculados pelo Banco Central subiu de 0,22% para 0,34%. A inflação de serviços intensivos em mão de obra variou de 0,55% para 0,56%.
O que dizem os dados eleitorais?
O mercado também avalia os números da pesquisa Datafolha, divulgada na noite de quinta-feira (24). O levantamento indica um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro para um eventual segundo turno da eleição presidencial.
Segundo a pesquisa, Lula soma 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Na semana passada, os índices eram de 46% para Lula e 44% para Flávio.
Qual o impacto na taxa Selic?
Apesar do IPCA-15 ter vindo acima das expectativas, analistas mantêm a visão sobre a taxa básica de juros. O economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, avalia que o resultado não altera o cenário atual para a Selic, que hoje está em 13,75%.
Para o economista, uma possível decisão do Banco Central sobre um novo corte da taxa no início de novembro dependerá da dinâmica do boletim Focus. Atualmente, o boletim projeta uma redução de 25 pontos-base.
