Ultrapar renova máxima histórica e Hapvida se aproxima de mínima na Bolsa
Enquanto Ultrapar renova máxima histórica com alta de 101% em 12 meses, Hapvida enfrenta pressão vendedora e busca suporte técnico.
Por Redação Diário Local
As ações da Ultrapar (UGPA3) e da Hapvida (HAPV3) apresentam trajetórias opostas na Bolsa de Valores, registrando extremos técnicos distintos. Enquanto a Ultrapar renova suas máximas históricas, sustentando uma tendência de alta, a Hapvida enfrenta pressão vendedora e se aproxima de patamares de mínima.
Na última sessão, a Ultrapar avançou 0,64% e encerrou o pregão aos R$ 39,13. O desempenho do papel ocorre em um cenário de forte valorização, com acumulação de 92,78% de alta em 2026 e 101,24% nos últimos 12 meses.
Apesar da tendência positiva, o Índice de Força Relativa (IFR) da companhia alcançou 78,63 pontos. O indicador, que mede a intensidade dos movimentos de preço, aponta que o ativo está em região de sobrecompra, o que pode aumentar a possibilidade de períodos de consolidação ou realização de lucros por parte dos investidores.
Como está o cenário da Hapvida?
Diferente da Ultrapar, a Hapvida apresenta uma configuração técnica negativa no curto prazo. Na última sessão, a ação recuou 2,82% e fechou aos R$ 6,20, aproximando-se novamente de níveis de suporte.
O desempenho da Hapvida tem sido marcado por quedas acentuadas, somando 57,84% de recuo em 2026 e 83,93% nos últimos 12 meses. O IFR da empresa está em 32,96 pontos, nível que se aproxima da zona de sobrevenda (abaixo de 30 pontos).
Para que haja uma mudança na tendência de baixa, o papel precisa retomar as médias móveis de 9 e 21 períodos, situadas entre R$ 6,61 e R$ 6,67. Caso a região de R$ 6,00 seja perdida, a pressão vendedora pode se intensificar, abrindo caminho para novas mínimas.
O que observar no mercado?
No caso da Ultrapar, o mercado monitora a máxima de R$ 39,31. O rompimento desse patamar pode renovar o ímpeto de compra e impulsionar novas altas. Em contrapartida, o recuo das médias de curto prazo pode sinalizar uma correção.
Além dos dois ativos, outros papéis também figuram em regiões de sobrecompra, como Fleury (FLRY3), Vibra (VBBR3), Yduqs (YDUQ3) e Assaí (ASAI3). Já as ações da Direcional (DIRR3), CSN Mineração (CMIN3), Azzas (AZZA3) e Cury (CURY3) aparecem entre as mais pressionadas no momento.
